Santagostino (Gruppo CAP): a agregação como motor para modernizar a gestão de resíduos
Santagostino (Gruppo CAP) defende a agregação e integração da cadeia de resíduos para ampliar investimentos e eficiência na economia circular.
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Santagostino (Gruppo CAP): a agregação como motor para modernizar a gestão de resíduos
Por Stella Ferrari — Em discurso firme e estratégico no Westin Palace de Milão, Yuri Santagostino, presidente e CEO do Gruppo CAP, delineou com clareza a necessidade urgente de agregação no setor de resíduos e serviços de higiene urbana. No convegno "Aggregazione ed economia circolare: Le nuove sfide del waste e dell'igiene urbana", que reuniu instituições, empresas e especialistas, Santagostino afirmou que o caminho para elevar a eficiência é criar players industriais capazes de realizar investimentos e gerir serviços públicos com escala.
"Um pouco como aconteceu no serviço hídrico, acredito que uma das principais desafios seja a agregação. Precisamos de sujeitos industriais capazes de gerir eficazmente e investindo esses serviços públicos, portanto é fundamental, em termos de alavanca industrial, avançar para uma agregação e superar a grande fragmentação que aflige este setor", disse o executivo. A declaração sublinha que a fragmentação funciona como freios fiscais e operacionais que reduzem a capacidade de investimento e inovação — elementos essenciais quando se busca maior desempenho de política pública.
Santagostino detalhou a trajetória recente do Grupo CAP no segmento: a entrada no setor se deu com a aquisição do termovalorizador de Busto Arsizio, onde hoje são tratadas 100.000 toneladas de resíduos indiferenciados por ano. Além disso, o complexo de Sesto foi destacado como um verdadeiro hub de economia circular, que atualmente trata 30.000 toneladas de FORSU (fração orgânica) e que, nos próximos meses, terá concluídas as obras do novo impianto de tratamento de lodos de depuração.
Outro movimento estratégico citado foi a incursão nos serviços de higiene urbana: no ano passado o Grupo adquiriu 20% da Aemme Linea Ambiente. "A empresa cresceu muito nos últimos meses, cumprindo as etapas do plano industrial, e hoje gerimos cerca de 450.000 habitantes", explicou Santagostino. Esses números evidenciam uma abordagem de atuação integrada, em que utilities ampliam sua capacidade de investimento e implementam soluções de tratamento ao longo de toda a cadeia.
Para o presidente e CEO do Gruppo CAP, a segunda grande prova a ser vencida é a integração entre o serviço e toda a cadeia de tratamento de resíduos — ou seja, uma gestão que vá desde a coleta até o tratamento final. Essa visão de ponta a ponta é comparável ao design de um motor: só com peças calibradas e alinhadas se obtém máxima eficiência e durabilidade.
"As utilities hoje podem concretizar grandes investimentos do ponto de vista econômico. É fundamental, visto que estamos saindo da temporada do PNRR, que o nosso país continue a investir nos serviços públicos", concluiu Santagostino, enfatizando a necessidade de políticas públicas que mantenham a aceleração dos recursos e garantam retorno industrial e social desses investimentos.
Como estrategista voltada para alta performance, interpreto a mensagem de Santagostino como um chamado à reengenharia do setor: reduzir a fragmentação, promover agregação, alinhar incentivos e construir hubs de economia circular que operem em escala. Só assim o setor de gestão de resíduos poderá operar com a eficiência de um motor bem projetado, capaz de sustentar investimentos e inovação contínua.

