T3 Expo e Agv Expo em Piacenza fecham com balanço positivo: mais de 4 mil participações

T3 Expo e Agv Expo em Piacenza reúnem mais de 4 mil participantes, destacando socorro rodoviário, autodemolição e desafios da transição energética.

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T3 Expo e Agv Expo em Piacenza fecham com balanço positivo: mais de 4 mil participações

Por Stella Ferrari — Em uma demonstração clara de dinamismo setorial, T3 Expo e Agv Expo encerraram hoje em Piacenza uma sequência de três dias dedicados às transformações e desafios do transporte e da logística. O diálogo entre tecnologia, eficiência energética e quadro regulatório foi o eixo central das discussões, num momento em que o "motor da economia" do transporte pede calibragens finas entre inovação e sustentabilidade.

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Segundo Fabio Potestà, diretor da Mediapoint & Exhibitions, a estimativa é de cerca de 3 mil visitantes qualificados para o T3 Expo, que confirmou o interesse de setores especializados como o socorro rodoviário e a autodemolição, com operadores vindos de toda a Itália e do exterior. O Agv Expo fez sua estreia com aproximadamente vinte expositores e mais de mil visitantes — um primeiro termômetro encorajador, que exige agora análise mais detalhada sobre origem geográfica e perfil profissional do público.

"O objetivo é valorizar as excelências da mecânica e da tecnologia por meio de feiras especializadas, capazes de facilitar a troca entre empresas e operadores. Os resultados desta edição são a base para consolidar e projetar o futuro das duas feiras", afirmou Potestà, destacando a vocação dos eventos para criar oportunidades de conexão entre oferta tecnológica e demanda operacional.

As feiras ocorreram em uma fase particularmente sensível para o transporte rodoviário de cargas, pressionado por custos operacionais — a começar pelo combustível — e pela obrigação de manter a sustentabilidade econômica sem comprometer a continuidade dos serviços. As associações de categoria solicitaram regras mais claras, procedimentos condizentes com a evolução tecnológica e maior atenção às condições operacionais das empresas.

A jornada final do T3 Expo concentrou-se no socorro rodoviário e no socorro em autostradas, com sessões dedicadas às dificuldades operacionais, à proteção jurídica das empresas e às perspectivas regulatórias. Entre os pontos debatidos: a responsabilidade sobre veículos fora de uso e a necessidade de acelerar o encaminhamento para as centrais de demolição; a nova circular ministerial sobre airbags, que estabelece prazos e procedimentos para sua neutralização; e a importância da certificação AEO, descrita pela advogada Rosa Bertuzzi como um passaporte para exportar peças como componentes para o exterior.

Outro assunto crítico foi a transição energética e suas implicações nas atividades de recuperação e demolição. O setor exige uma avaliação de risco específica para novos vetores energéticos, definição de equipamentos de proteção individual adequados e técnicas de recuperação que elevem os níveis de segurança. A mensagem foi clara: o sistema precisa de resposta técnica e normativa para gerir os novos perigos decorrentes da eletrificação e outras tecnologias emergentes.

Em síntese, T3 Expo e Agv Expo não apenas registraram presença robusta — superando as 4 mil participações — como também ofereceram um palco produtivo para alinhar inovação, regras e práticas operacionais. Para quem observa o setor como quem ajusta um motor de alta performance, as feiras funcionaram como bancada de teste: muitas peças se mostraram promissoras, e agora é preciso afinar as engrenagens regulatórias e de segurança para transformar potencial em performance sustentável.

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