Champions 2026/27: Inter e Napoli abrem a segunda rodada, Roma-Real Madrid é o grande destaque
Segunda rodada da Champions 2026/27: Inter e Napoli abrem, Roma-Real Madrid é o destaque no Olímpico; escalações, árbitros e contexto.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Champions 2026/27: Inter e Napoli abrem a segunda rodada, Roma-Real Madrid é o grande destaque
Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes da Espresso Italia
A pouco mais de um mês da estreia, a Champions League retorna com a segunda jornada da league phase, trazendo na pauta tanto compromissos a priori administráveis quanto um confronto carregado de carga simbólica: Roma-Real Madrid. Será a primeira vez que a maior competição europeia volta a ecoar no Olímpico desde Roma-Porto de 12 de fevereiro de 2019 — partida lembrada pela dupla de gols de Nicolò Zaniolo — e pela retomada de um ritual europeu que tem significado para a cidade e para a identidade do clube. Haverá, também, o retorno pessoal de José Mourinho ao cenário giallorosso, um elemento que confere camada adicional de narrativa ao jogo.
Antes, porém, os olhos se voltam para os calendários de terça-feira. Às 21h, no San Siro, o Inter — que estreou com derrota no estádio do Real Madrid — recebe o belga Bruges. Uma oportunidade clara para os nerazzurri somarem os primeiros pontos e reajustarem a trajetória na competição.
No mesmo horário, em solo espanhol, o Napoli procura reação depois da derrota contra o Arsenal no São Paulo: os azzurri viajam para enfrentar o Villarreal no Estadio de la Ceramica, um adversário de perfil técnico que costuma impor jogo de controle e testar a organização defensiva visitante.
A pequena surpresa italiana da fase inicial — o Como, único clube nacional com três pontos após a vitória sobre o Leipzig — jogará na quarta-feira às 18h45, em Rotterdam, diante do Feyenoord. Para os larianos, a manutenção do bom momento será também um desafio de maturidade institucional e atlética.
Antes do duelo com o Real, a atmosfera romana ganhou uma declaração carregada de afeto e projeção. Em entrevista aos canais da Uefa, Paulo Dybala afirmou que a participação na Champions trouxe “alegria e orgulho” para o clube e sua torcida. Dybala também falou sobre sua trajetória na Itália, reconhecendo a acolhida e afirmando o desejo de encerrar a carreira na capital — um comentário que merece leitura atenta: simboliza vínculos afetivos entre jogador, clube e cidade que transcendem resultados imediatos.
Do ponto de vista formal, a Uefa já divulgou as nomeações para a arbitragem: o norueguês Rohit Saggi apitará Inter-Bruges (único precedente com clubes italianos: Bologna 0-0 Shakhtar Donetsk na Champions 2024-2025); o alemão Daniel Siebert foi designado para Villarreal-Napoli (com Siebert, dois encontros prévios com o Napoli: vitória por 2-1 sobre o Granada, nos 16 avos da Europa League 2020-2021, e a derrota por 6-2 em Eindhoven na Champions 2025-2026); o lituano Donatas Rumsas dirigirá Feyenoord-Como, um primeiro encontro com os larianos; e o francês François Letexier estará no Olímpico para Roma-Real Madrid — nos registros recentes com a Roma na Europa League aparecem duas vitórias e duas derrotas, cenas que traduzem irregularidade continental.
Mais do que calendários e árbitros, esta segunda jornada da Champions League serve como um termômetro institucional. Para clubes como Inter e Napoli, trata-se de recuperar autoridade competitiva. Para o Como, é a confirmação de um projeto. Para a Roma, a partida contra o Real tem contornos de espetáculo coletivo: não apenas um jogo, mas uma reafirmação simbólica do clube dentro de um panorama europeu que mudou muito desde a última vez que as luzes se acenderam no Olímpico.
Enquanto as equipes se preparam, a narrativa da semana se constrói entre expectativas táticas, histórias individuais e o que representam as noites de Champions para as cidades que as recebem. Serão, como sempre, confrontos em que o resultado esportivo convive com memórias, identidades e projeções futuras.

