Mãe de Lionel Scaloni morre aos 74 anos; Associação Argentina manifesta condolências
A Associação do Futebol Argentino lamenta a morte de Eulalia Marzetti, mãe de Lionel Scaloni, aos 74 anos; AFA presta condolências ao técnico e família.
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Mãe de Lionel Scaloni morre aos 74 anos; Associação Argentina manifesta condolências
A Associação do Futebol Argentino divulgou nesta quarta‑feira uma nota de pesar pela morte da mãe do treinador Lionel Scaloni, confirmando um episódio que ressoa além do campo: a perda pessoal de quem, em muitos lares, é âncora e referência. A entidade, liderada por Claudio Tapia, disse enviar “suas condolências ao nosso treinador Lionel Scaloni e a toda sua família” e destacou o “abraço fraternal de todos os argentinos” a Scaloni — conhecido afetivamente como o “Gringo”.
Identificada pela imprensa local como Eulalia Marzetti, a mulher tinha 74 anos e residia em Pujato, na província de Santa Fe, com o marido, Angel 'Chiche' Scaloni. É nessa cidade do interior argentino que o técnico recorda suas origens: um vínculo com a terra que, para muitos treinadores e jogadores argentinos, segue sendo fonte de identidade e valores humanos que moldam carreiras.
Do ponto de vista esportivo, a perda retorna a imagem pública de Lionel Scaloni como comandante que atingiu o ápice em 2022 ao conquistar a Copa do Mundo e que, segundo os comunicados oficiais, esteve à frente da seleção também na última edição dos Mundiais disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas o comunicado da AFA desloca o foco dos méritos e dos títulos para o humano — a família enlutada — e convoca a comunidade futebolística a um gesto de solidariedade.
O episódio é lembrança de que figuras públicas, mesmo quando representando um país inteiro, mantêm vidas privadas marcadas por laços afetivos, cuidados e perdas. Para uma nação em que o futebol tem valor simbólico e social profundo, a comoção tem alcance coletivo: estádios, clubes e delegações frequentemente se transformam em coroas simbólicas de apoio em momentos como este.
Em termos institucionais, a manifestação da Associação do Futebol Argentino segue a tradição de instituições esportivas que oficializam condolências em nome de torcedores e de uma comunidade que identifica na seleção um patrimônio comum. O gesto de Claudio Tapia e de toda a direção da AFA também sinaliza respeito pelas raízes familiares do treinador — um elemento que, em muitas narrativas esportivas argentinas, define trajetórias: da periferia ao palco mundial.
Em Pujato, cidade natal do técnico, notícias sobre acontecimentos familiares reverberam com intensidade, pois ali se encontra a memória cotidiana que acompanha desde a infância o percurso de Lionel Scaloni. A perda de Eulalia Marzetti reacende essa conexão entre o privado e o público, entre a formação de caráter e o desempenho institucional no futebol.
À família Scaloni, a comunidade esportiva e os cidadãos que acompanham a seleção, resta o reconhecimento de um momento de luto e a oferta de solidariedade: o esporte, por vezes, é também lugar de consolo coletivo.

