EuroVolley em Nápoles: robusta Itália supera Suécia na chuva e estreia com 3-0
Itália estreia com vitória no EuroVolley em Nápoles: 3-0 sobre a Suécia, jogo marcado por chuva, festa e presença de Mattarella.
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EuroVolley em Nápoles: robusta Itália supera Suécia na chuva e estreia com 3-0
Desde o primeiro ponto, concentrados e potentes, os azzurri impuseram seu ritmo em Piazza del Plebiscito. A Itália — jogando em casa, em Napoli — mostrou convicção e dimensão física que logo deixaram pouca história para a Suécia: vitória direta por 3-0 (25-22, 25-21, 25-17) no início dos Europei de voleibol masculino.
O triunfo da Italvolley, comandada por Ferdinando "Fefè" De Giorgi, veio em uma noite atípica: a chuva obrigou pausas, um telone cobriu a quadra e o espetáculo precisou conviver com o risco de escorregões e dificuldades no controle da bola. Ainda assim, a seleção bicampeã mundial navegou com segurança, impondo-se como verdadeira força esmagadora em cada set.
O resultado espelha uma tradição recente de bons começos ao ar livre para as seleções italianas: em 2023 a seleção feminina inaugurou o torneio em Verona vencendo por 3-0 a Romênia, e, em 2018, a seleção masculina estreou no Mundial com triunfo folgado sobre o Japão no Foro Italico de Roma. A atmosfera de Napoli — fervorosa, musical e resiliente diante da chuva — deu ao encontro um peso simbólico que excede o placar.
A partida foi marcada por um atraso inicial de 20 minutos e por uma interrupção de quase meia hora pouco antes do fim do primeiro set, quando o mau tempo tornou impossível continuar. Durante as pausas, o público não cessou a festa, que teve continuidade com apresentações dos Planet Funk entre o primeiro e o segundo tempo.
Entre as arquibancadas, o evento ganhou brilho institucional: o presidente da República, Sergio Mattarella, acompanhado da filha Laura, assistiu ao jogo ao lado do presidente do CONI, Luciano Buonfiglio. No final, Mattarella desceu para saudar a seleção — um gesto que simboliza a importância do esporte como palco público e vínculo coletivo.
Do ponto de vista técnico, Simone Giannelli ofereceu a régia habitual, precisa e autoritária; no ataque, destacaram-se Yuri Romanò (13 pontos), Sanguineti (12) e Lavia (11). Gianluca Galassi e Mattia Bottolo também deram mostras positivas, alternando soluções ofensivas e trabalho de bloco e defesa que animaram a torcida. Uma menção especial à gestão do treinador: De Giorgi poupou Michieletto, permitindo um retorno gradual para o atacante que vinha de uma lesão lombar; o jovem de 24 anos entrou apenas nos pontos finais do terceiro set para readquirir confiança com a bola, sem que sua ausência tenha comprometido o equilíbrio da equipe.
O 3-0 à Suécia confirma não apenas um bom começo estatístico, mas a capacidade da seleção italiana de operar sob condições adversas e de transformar um momento de espetáculo popular em afirmação esportiva. Em uma cidade como Nápoles, onde o futebol, a música e a sociabilidade se misturam às praças públicas, a vitória da Itália funciona também como reencontro entre memória esportiva e vida coletiva.
Ao final, a imagem da equipe reunida em campo, a saudação de Mattarella e as últimas gotas de chuva sobre a praça fecharam uma noite em que o esporte foi mostrado em toda a sua dupla face: competição e ritual. Esta estreia é um sinal positivo para o prosseguimento do torneio, mas também um lembrete de que eventos esportivos, especialmente ao ar livre, carregam sempre um componente imprevisível que testa gestão técnica, resistência física e capital simbólico das seleções.

