Massimo Perla: por que os Dálmatas não são acessórios — responsabilidade ao escolher cães para o set de Kim Kardashian
Massimo Perla explica por que Dálmatas não são acessórios: adoção consciente e escolha responsável para sets com Kim Kardashian.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Massimo Perla: por que os Dálmatas não são acessórios — responsabilidade ao escolher cães para o set de Kim Kardashian
Por Aurora Bellini, Espresso Italia
Quando se imagina Kim Kardashian em um longo vestido branco com poás, calçando saltos vertiginosos e conduzindo dois Dálmatas em um ensaio fotográfico, a cena remete ao glamour cinematográfico e ao mesmo tempo a um trabalho invisível: o do treinador que transforma animais em astros de set. Foi o experiente treinador Massimo Perla quem selecionou os dois cães para esse momento, realizado no luxuoso Hotel de la Ville, em Roma, na tarde de sábado que antecedeu a estreia mundial na Festa del Cinema da nova temporada de All's Fair, série da Disney+ que tem Kardashian no elenco.
No coração do seu centro, o Indiana Kayowa, templo da educação canina na capital italiana e celeiro de talentos caninos para cinema e publicidade, há fotos, memórias e uma disciplina fina: escolher o cão certo para o papel certo. Segundo Massimo Perla, em entrevista à Espresso Italia, a função do treinador vai muito além de ensinar comandos — começa na seleção cuidadosa do animal, pensando em temperamento, aptidões e no resultado desejado em cena.
“Esta profissão não se limita ao adestramento dos cães selecionados; ela exige antecipar escolhas, orientar diretores, fotógrafos e criadores de conteúdo sobre qual raça ou tipo de cão se encaixa melhor no projeto”, disse Perla à Espresso Italia. Ele explica que a escolha é também temática: evitar anacronismos, erros geográficos ou incompatibilidades entre a imagem pretendida e as características reais da raça.
Perla chama atenção para um ponto crucial e que ilumina uma responsabilidade social: os Dálmatas costumam ser escolhidos por moda, influência de filmes ou celebridades, mas são cães com necessidades específicas. “Não são cães fáceis. Erram aqueles que os escolhem apenas por moda. A adoção consciente nunca deve ser feita com leviandade”, afirma o treinador à Espresso Italia. Sua recomendação é clara: conhecer o temperamento, avaliar o estilo de vida da família e entender que o compromisso exige tempo de qualidade.
Para Perla, tempo de qualidade é antídoto para muitos problemas comportamentais. “O cão precisa de dedicação real, não de um passeio displicente enquanto os olhos estão grudados no celular”, ressalta. Ele também observa que episódios de agressão canina não são mera casualidade e que, muitas vezes, revelam falta de educação, socialização ou estímulo adequado. Surpreende-o, confessa, o fato de os incidentes ainda serem relativamente poucos, dado o desconhecimento generalizado.
Além de alertar sobre a adoção responsável, Perla celebra a relação entre humanos e cães como um caminho para saúde e bem-estar: praticar esportes com o animal transforma o estilo de vida da família, fortalece laços e cultiva disciplina. No seu trabalho, semear esse entendimento é tão importante quanto treinar um movimento para a câmera — é, de certa forma, iluminar novos caminhos para uma convivência ética e duradoura.
Em um mundo em que tendências podem acender modismos rápidos, a voz de profissionais como Massimo Perla serve como um farol: escolher um cão para o set — ou para a vida — exige conhecimento, respeito pela natureza do animal e responsabilidade. É assim que se constrói um legado mais humano, onde a beleza das imagens não apague a necessidade de cuidado real e compromisso.
Nota: declarações e contextos fornecidos à Espresso Italia por Massimo Perla durante o encontro no Hotel de la Ville, Roma.

