Calderone sai do Forza Italia e se une a Vannacci: mudança confirmada por Futuro Nazionale

Calderone deixa Forza Italia e se junta a Vannacci em Futuro Nazionale; partido azzurro minimiza, mas observa movimentação antes das suppletivas.

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Calderone sai do Forza Italia e se une a Vannacci: mudança confirmada por Futuro Nazionale

Por Giuseppe Borgo — Em mais uma movimentação que mexe nos corredores de Montecitorio, o deputado siciliano Tommaso Calderone anunciou silenciosamente sua saída do Forza Italia para integrar as fileiras do grupo liderado por Roberto Vannacci, fundador do Futuro Nazionale. A oficialização do 'traslado' está prevista para uma coletiva de imprensa hoje ao meio-dia na sala de imprensa da Câmara, quando os dirigentes de Futuro Nazionale devem consolidar a chegada do parlamentar.

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No entorno do partido azzurro, a notícia é tratada com contenção. O presidente do grupo de deputati di Forza Italia, Enrico Costa, declarou à Espresso Italia que o episódio "é uma escolha individual típica das últimas fases da legislatura" e que não atribuem ao fato "particolare significato politico". Em termos práticos, a saída de Calderone reduz o grupo de Forza Italia na Câmara de 52 para 51 membros, enquanto os vannacciani passam a somar nove deputados.

Fontes internas lembram que movimentos de quadros entre partidos não são inéditos: nos últimos dias um novo deputado regional da Sicília aderiu a Forza Italia, reforçando a presença azzurra na Região. Ao mesmo tempo, a liderança forzista, incluindo Antonio Tajani, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a perda — Tajani preferiu, por ora, o silêncio institucional.

Trajetória e acordo — Tommaso Calderone, advogado penalista nascido em 1963 e originário de Barcellona Pozzo di Gotto, ocupa desde 13 de outubro de 2022 um banco entre os forzisti na Câmara. Vice-presidente da Comissão Giustizia, ele havia vencido o colegio uninominale nas últimas políticas e optou pelo mandato em Roma após também ter sido eleito na Assembleia Regional Siciliana. Seu percurso inclui passagens pelo MSI e uma candidatura com La Destra de Francesco Storace em 2008.

Segundo relatos, o acordo para o ingresso em Futuro Nazionale teria sido fechado em uma reunião privada em Orvieto, durante um jantar com Vannacci. Interpelado pela imprensa, Calderone preferiu não confirmar nem negar: "Non rilascio dichiarazioni".

Do ponto de vista estratégico, a mudança expõe a capacidade de Vannacci de atrair votos e parlamentares do espectro forzista, um fator que há tempos mantém alertas ligados entre os dirigentes de Forza Italia. A liderança azzurra garante que o trabalho de Antonio Tajani para atrair quadros continuará, lembrando a entrada, em julho passado, do deputado Erik Pretto, ex‑Lega, que reforçou as bancadas forzistas.

Com as atenções voltadas para os números, a movimentação acontece em um momento sensível: no mesmo fim de semana ocorrerão as eleições suppletivas em Reggio Calabria, onde Futuro Nazionale lança o ex‑forzista Domenico Giannetta contra o tesoureiro azzurro Fabio Roscioli, apoiado por todo o centro‑direita e visto como próximo à família Berlusconi. A transferência de quadros é mais que troca de cadeiras; é recalibragem dos alicerces políticos que sustentam coligações e projetos legislativos.

Como repórter e observador atento das interseções entre Roma e a vida cívica, registro que mudanças individuais carregam sempre um peso coletivo: cada saída ou chegada ajuda a remodelar a arquitetura do voto e a construir novas pontes — ou a derrubar barreiras burocráticas — para as estratégias partidárias no curto prazo.

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