Pontida dedica o pratone a Umberto Bossi; Salvini recebe ovação e chama à unidade da Lega

Pontida: a Lega dedica o pratone a Umberto Bossi; Salvini é aclamado e pede unidade contra críticas da imprensa.

Pontida dedica o pratone a Umberto Bossi; Salvini recebe ovação e chama à unidade da Lega

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Pontida dedica o pratone a Umberto Bossi; Salvini recebe ovação e chama à unidade da Lega

Em Pontida, o tradicional encontro da Lega ganhou nesta edição um gesto simbólico que reafirma a memória do fundador: o grande pratone foi oficialmente intitulado ao nome de Umberto Bossi, falecido em março deste ano. O tributo acontece logo após o dia em que o Senatur completaria 85 anos, lembrado ontem, 19 de setembro. "Uma placa para quem primeiro deu voz ao seu povo e orgulho à sua terra", anunciou a direção.

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O comício abriu, como de costume, com a homenagem aos "militantes que não estão mais conosco e que nos acompanham lá do alto". Presente para fazer as honras, o subsecretário à Presidência do Conselho, Alessandro Morelli, acompanhou a cerimônia. As palavras de Romeo resumiram a intenção oficial: "Nenhuma crítica, apenas propostas no interesse do movimento". E, já na linha de autocrítica, Calderoli instou: "Que os dirigentes se façam um exame de consciência".

O momento mais solene foi a exibição de um vídeo-homenagem a Umberto Bossi, com imagens de arquivo e os slogans que marcaram a trajetória do fundador. Ao fim do vídeo, o público no pratone gritou "Bossi, Bossi" e foi acompanhado pela interpretação do "Va, pensiero" pelo tenor Davide Pastorino, reforçando a carga simbólica da cerimônia.

Quando Matteo Salvini subiu ao palco foi recebido por uma ovação prolongada: mais de cinco minutos de aplausos e o coro repetido de "Matteo, Matteo". Vestindo camiseta branca, Salvini agradeceu, colocou a mão sobre o coração e acenou ao público que enchia o terreno. Do meio da multidão veio também o grito "c'è solo un capitano".

No discurso, Salvini fez um apelo à unidade: "Se vence-se uniti e a Lega é e será mais unida do que nunca". Parte de sua fala foi dedicada a atacar a imprensa, denunciando tentativas de desqualificar o evento — citou, em particular, uma matéria do jornal Il Foglio que descrevia Pontida como vazia e usava o termo "mercenários" para os presentes. "Sciacquatevi a boca", disse o vice-primeiro-ministro, ao classificar como indignas as acusações contra quem defende um "terreno sagrado" que, segundo ele, permanecerá enquanto certas redações não terão vez.

O tom era de confronto mas também de construção: ao longo das intervenções, repetiu-se o convite a consolidar os alicerces do partido e a trabalhar na "construção de direitos" e de uma ponte entre a política nacional e a vida cotidiana das comunidades. A cena em Pontida foi, nesse sentido, uma reafirmação ritual dos elos internos da Lega — um momento em que símbolos, memória e território se unem para reforçar coesão e presença política.

Enquanto o pratone ecoava cânticos e aplausos, líderes e militantes reiteraram que a agenda adiante será de propostas e de reforço da base, mas também de resposta firme àquilo que definiram como ataques midiáticos. A cerimônia serviu para assentar, simbolicamente, mais um capítulo na arquitetura política do partido — uma pedra colocada no lugar certo para segurar a obra coletiva que pretendem erguer.

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