Psicólogos elogiam Mattarella: transformar a saúde em um objetivo comum do país

Psicólogos saudaram Mattarella e pedem que a saúde, inclusive mental, seja prioridade nacional, com investimentos no SSN, prevenção e regulação da IA.

Psicólogos elogiam Mattarella: transformar a saúde em um objetivo comum do país

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Psicólogos elogiam Mattarella: transformar a saúde em um objetivo comum do país

Roma, 27 de outubro de 2026 — Como alguém que observa a respiração das cidades e os ciclos do bem-estar, vejo nesta declaração um convite a cuidar da nossa comunidade como se cuidássemos de uma horta: com paciência, prevenção e atenção às raízes. Foi com esse tom de urgência serena que a presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Psicólogos (Cnop), Maria Antonietta Gulino, saudou ontem a intervenção do Presidente da República, Sergio Mattarella, no Festival delle Regioni e delle Province autonome.

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Gulino afirmou que, quando o Chefe de Estado coloca o Serviço Nacional de Saúde entre as prioridades da República, ele dirige-se a cada cidadão. Para os profissionais da psicologia, esse posicionamento é acolhido com gratidão e interesse: a saúde, incluindo a dimensão psicológica, deve tornar-se um objetivo compartilhado por todas as forças políticas e não um campo de disputa.

No seu comunicado, a presidente do Cnop sublinhou que investir no SSN e na prevenção equivale a cuidar do crescimento das pessoas, das famílias e das comunidades. Um país não floresce deixando ao vento o desconforto dos seus cidadãos: quando os jovens sentem incerteza ou desinteresse em relação às suas necessidades, ficam mais difíceis para eles construir o próprio bem-estar e projetar um futuro sólido. É como tentar semear em solo árido — é preciso preparar a terra.

Sobre as observações de Mattarella relativas à inteligência artificial, Gulino ressaltou que essas ferramentas já fazem parte do nosso cotidiano e precisam ser governadas com rigor e eficácia. Podem acompanhar e sustentar práticas de cuidado, mas nenhum algoritmo pode substituir a relação humana, a escuta empática e a responsabilidade clínica. A tecnologia deve ser uma mão que ajude, não a paisagem que substitua o caminho.

Para a comunidade psicológica, as palavras do Presidente representam um chamado à convergência: políticas públicas que reforcem a prevenção, investimentos necessários no sistema de saúde e um olhar atento às fragilidades emergentes — sobretudo entre os mais jovens — são medidas urgentes. Na prática, isso implica fortalecer serviços territoriais, promover educação emocional nas escolas e integrar instrumentos digitais com salvaguardas éticas.

Enquanto observador do cotidiano italiano, penso que governar a saúde é também cuidar da respiração social: quando cuidamos da mente, terminamos por cuidar também das relações, do trabalho e da vida pública. As estações do bem-estar não mudam por decreto, mas por escolhas coletivas repetidas, pela colheita consciente de políticas que plantem segurança e esperança.

O apelo do Cnop é direto: que a saúde — em sua totalidade, física e psíquica — seja colocada como prioridade nacional capaz de unir atores políticos, profissionais e comunidades. Só assim será possível transformar o cuidado em cultura, e a prevenção em fruto duradouro para as próximas gerações.

Redação Espresso Italia — Alessandro Vittorio Romano

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