Elettrificação das frotas empresariais: Arval vê oportunidade de crescimento e desafios de infraestrutura

Arval aponta a elettrificação das frotas como motor de crescimento, destacando desafios na infraestrutura de recarga e a urgência por eficiência.

Elettrificação das frotas empresariais: Arval vê oportunidade de crescimento e desafios de infraestrutura

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Elettrificação das frotas empresariais: Arval vê oportunidade de crescimento e desafios de infraestrutura

Floria lembra que a Arval integra o grupo bancário BNP Paribas e que, globalmente, a companhia gere quase 2,3 milhões de veículos em 28 países, destinados tanto a usos empresariais quanto privados. Só a Arval Itália conta hoje com mais de 300 mil veículos dedicados a frotas e uso privado — um portfólio que torna evidente o papel estratégico das frotas na transição.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Segundo Floria, o primeiro fator de urgência é o custo da energia, uma variável frequentemente menos governável por atores privados e que exige intervenções públicas de suporte. Em segundo plano aparece a questão da infraestrutura de recarga. "A Itália está atrasada na elettrificação das frotas, inclusive das privadas", afirma. Atualmente existem pouco menos de 70 mil colunas ativas em um universo de pouco menos de 80 mil pontos de recarga mapeados no território nacional. O parque circulante elétrico, por sua vez, permanece ainda reduzidíssimo: estamos em torno de 1% frente a uma frota total de mais de 50 milhões de automóveis no país.

Nesse cenário, as frotas empresariais são catalisadoras de mudança. Por estarem ligadas a necessidades de negócio, elas têm experimentado uma aceleração distinta na adoção de veículos elétricos. Para enfrentar o gap de infraestrutura, Floria explica que já se avalia a criação de uma estratégia de recarga que permita, por exemplo, às forças comerciais operarem com custos sustentáveis. "Não é uma realidade ao alcance de todos — complementa —, mas existem soluções também para clientes privados: a agregação de fornecedores de recarga em espaço público permite, com um único aplicativo ou cartão, o reabastecimento em cerca de 68 mil estações espalhadas pela Itália.

Além da urgência na transição energética, Floria destaca a necessidade de eficientamento das frotas. "Há um belo caminho para a mobilidade sustentável: usar menos o carro ou usá-lo melhor", aponta. A responsabilidade de provedores de mobilidade, como a Arval, passa por conduzir clientes a refletirem sobre a real eficiência da gestão: quantos veículos são realmente necessários, conforme padrões de uso; quando a mobilidade compartilhada interna pode reduzir a frota; e quando o automóvel deixa de ser um benefício estritamente pessoal.

No horizonte da oferta ao mercado, Floria observa uma evolução: além do aluguel tradicional de longo prazo, surgem modalidades alternativas — aluguel flexível, soluções compartilhadas e modelos híbridos — que respondem a necessidades de flexibilidade e sustentabilidade das empresas modernas.

Como curadora de progresso, vejo nessa travessia um convite para semear inovação e tecer políticas públicas e privadas que iluminem caminhos concretos. A transição das frotas não é apenas um ajuste operacional: é uma oportunidade para reconstruir cadeias de valor, reduzir emissões e cultivar um legado de mobilidade que combine eficiência, equidade e resiliência.

Para empresas e legisladores, a mensagem de Floria é clara: combinar estratégia de infraestrutura, apoio político ao custo energético e modelos de mobilidade mais inteligentes é o percurso necessário para transformar a urgência em crescimento sustentável — um horizonte límpido que podemos construir, passo a passo.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘