NVIDIA acelera o AI local: agentes privados no PC, novos modelos e DGX Spark escalável até oito sistemas

NVIDIA amplia o AI local: agentes privados no PC, Recursive Flint, DGX Spark escalável a 8 sistemas e integrações para gestão corporativa.

NVIDIA acelera o AI local: agentes privados no PC, novos modelos e DGX Spark escalável até oito sistemas

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NVIDIA acelera o AI local: agentes privados no PC, novos modelos e DGX Spark escalável até oito sistemas

Na GTC de Berlim, a NVIDIA reforça a aposta no AI local, entregando atualizações que deslocam camadas significativas de inteligência para perto do usuário: no dispositivo e na infraestrutura local. As novidades envolvem principalmente RTX Spark, DGX Spark e DGX Station, com foco em agentes privados, novos modelos otimizados e ferramentas para integrar o fluxo de trabalho de IA às operações empresariais sem depender exclusivamente do cloud.

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Uma novidade imediata é o lançamento do Underdog Desktop Agent para RTX Spark. O aplicativo roda modelos integralmente no dispositivo, permitindo que agentes pessoais processem dados sensíveis sem enviá-los para servidores externos. Essa abordagem traduz-se em menor latência, maior privacidade e em um alicerce digital mais robusto para aplicações empresariais e profissionais em estações de trabalho Windows.

No desenvolvimento de modelos, a NVIDIA apresenta o Recursive Flint, um modelo mixture-of-experts com 40 bilhões de parâmetros e cerca de 2,5 bilhões de parâmetros ativos, projetado e otimizado para hardware NVIDIA. O Recursive Flint é pensado para execução local em RTX Spark, DGX Spark, GeForce RTX e RTX PRO, oferecendo capacidade de inferência e coding diretamente na borda computacional.

Paralelamente, a plataforma amplia o suporte a um conjunto de modelos adicionais, incluindo Nemotron, GLM, DeepSeek, Qwen, MiniMax e FLUX.3, além de otimizações específicas para llama.cpp e vLLM. Em testes, a NVIDIA aponta ganhos de performance de até 1,4x em tarefas de agentes na RTX PRO 6000 Blackwell e até 1,3x em DGX Spark, evidenciando como as camadas de software e hardware se alinham para acelerar o fluxo de dados e decisões automatizadas.

No âmbito do DGX Spark, os novos sistemas de 64 GB começaram a ser distribuídos em 23 de outubro, e a plataforma já permite configuração manual de clusters com até oito unidades, chegando a 1 TB de memória unificada. Esse desenho facilita que equipes reduzidas executem modelos maiores, janelas de contexto mais longas e múltiplos agentes em uma infraestrutura local compartilhada — uma arquitetura que lembra um backbone regional, onde a capacidade computacional é agregada para servir várias aplicações críticas.

Também está previsto para o mês o lançamento do Sync Model Launcher, ferramenta destinada a simplificar download, configuração e mapeamento de modelos às ferramentas de desenvolvimento. Um update de software introduz ainda o Wi-Fi Assistant e novas DGX Spark Skills para manutenção e troubleshooting, reduzindo a fricção operacional para equipes de TI.

Para ambientes corporativos, o DGX Station ganha sete novas integrações — entre elas Microsoft Intune, Splunk by Cisco, Tanium e Absolute Security — tornando mais direta a gestão de sistemas de IA locais dentro da malha de TI existente. A versão Windows do DGX Station chega em dezembro, trazendo a possibilidade de incorporar AI local em aplicações profissionais de projeto, simulação, validação e automação de engenharia.

A abordagem se estende à robótica com três novos workflows open source voltados a pós-treinamento, simulação, manipulação avançada e geração de dados sintéticos. Por fim, NVIDIA Cloud Functions entra em early access para DGX Station Linux, abrindo caminho para funções serverless que conectam a infraestrutura local a serviços distribuídos.

Em síntese, as atualizações anunciadas em Berlim reforçam a tendência de transformar o algoritmo em infraestrutura: mais processamento ao alcance do dispositivo e do cluster local, menor dependência do cloud público e uma arquitetura pensada para privacidade, desempenho e integração operacional — o sistema nervoso digital das cidades e empresas ganhando novas sinapses.

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