Streaming na UE em 2025: assinaturas sobem a 32,7% — Irlanda e Dinamarca no comando

Em 2025, 32,7% dos internautas da UE pagaram por streaming; Irlanda e Dinamarca lideram, Itália fica abaixo da média europeia.

Streaming na UE em 2025: assinaturas sobem a 32,7% — Irlanda e Dinamarca no comando

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Streaming na UE em 2025: assinaturas sobem a 32,7% — Irlanda e Dinamarca no comando

Bruxelas — O panorama das despesas digitais na União Europeia revela um movimento decisivo no tabuleiro do consumo cultural: em 2025, 32,7% dos utilizadores de internet na UE pagaram assinaturas de serviços de streaming para filmes, séries ou desporto, segundo dados do Eurostat. É a fatia mais elevada entre as quatro categorias de subscrição analisadas e um aumento face aos 30% registados em 2024, quando o consumo audiovisual se fazia, em grande parte, pelos computadores pessoais.

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O mercado musical segue em segundo plano: 23% dos internautas na União Europeia subscrevem serviços de streaming de música. Em contraste, a disposição a pagar por conteúdo informativo digital é bastante limitada — apenas 7,2% subscrevem sites de notícias, jornais ou revistas online — e os serviços de gaming em streaming alcançam 6,1%.

Geograficamente, o mapa revela uma tectônica de poder clara no Norte da Europa. A verdadeira capital do streaming é Dublin: a Irlanda lidera com 63,9% dos utilizadores de internet com subscrição para filmes, séries ou desporto. Seguem-se Dinamarca (61,1%) e os Países Baixos (59,2%). A Suécia também ultrapassa a metade da população online (cerca de 54%).

Na outra ponta do tabuleiro está a Bulgária, com apenas 9,3%, seguida por Eslovênia (13,7%), Letônia (16,7%) e Lituânia (17,4%). O diferencial entre Irlanda e Bulgária excede 54 pontos percentuais — uma lacuna que desenha fronteiras invisíveis nas práticas de consumo digital e na disponibilidade a pagar por conteúdo.

No caso da Itália, o streaming de vídeo por subscrição já é um fenómeno consolidado, porém a taxa de 20,1% permanece aquém da média europeia de 32,7%, situando o país na parte média-baixa da tabela. Este dado sinaliza, tanto hábitos de consumo variados, quanto diferentes capacidades e prioridades económicas entre os Estados-membros.

Quando o assunto é música, o Norte volta a dominar o alicerce das preferências: a Suécia lidera com 52% de utilizadores subscritos a serviços de música, seguida pela Irlanda (51%), pelos Países Baixos (50%) e pela Dinamarca (49%). Em contraste, Bulgária e Croácia apresentam penetração muito reduzida, com 7% e 8%, respetivamente.

Do ponto de vista estratégico, estes números não são apenas estatística de consumo. São peças numa partida mais ampla — indicam prioridades culturais, poder de compra, capacidade de monetização de conteúdos e a flexibilidade dos mercados digitais nacionais. Para atores públicos e privados, compreender essa geografia do consumo é essencial para traçar políticas de regulação, investimentos em produção local e modelos de preço que respeitem as fragilidades económicas e as ambições de mercado.

Em suma, o relatório do Eurostat de 2025 confirma que o streaming consolidou-se como despesa fixa para uma fatia significativa dos europeus, com disparidades regionais profundas que funcionam como linhas tectónicas no mapa da economia digital europeia. O desafio para a estabilidade do ecossistema reside em equilibrar a expansão destes serviços com políticas que fomentem pluralidade, sustentabilidade financeira e acesso equitativo ao conteúdo digital.

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