EES da UE: o que muda nos controlos das fronteiras a partir de 6 de setembro
A partir de 6 de setembro terminam as derrogações do EES; saiba como isso afeta os controlos nas fronteiras e como se preparar para filas e atrasos.
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EES da UE: o que muda nos controlos das fronteiras a partir de 6 de setembro
Ciao, viajante — aqui é a Erica Santini, sua curadora de descobertas pelo Bel Paese e além. Trago hoje uma notícia prática com o perfume de viagem: a partir de domingo, 6 de setembro, terminam as medidas de flexibilidade de emergência do Sistema de Entrada/Saída — o EES — que têm aliviado as filas nas fronteiras durante o verão.
Durante os meses mais movimentados, os Estados‑Membros puderam, em situações excepcionais, suspender temporariamente a recolha de dados biométricos — impressões digitais e reconhecimento facial — para suavizar a pressão nas zonas de controlo. Foi uma válvula de segurança importante num lançamento faseado que começou em outubro de 2025 e que só ficou totalmente operacional, nas fronteiras participantes, a 10 de abril de 2026.
Ao sabor da luz dourada de Roma e das estações cheias, muitas portas de embarque respiráveis foram abertas por essa derrogação. Mas, como toda travessia, há um fim de trecho: a partir de 6 de setembro essa possibilidade temporária deixa de vigorar. Na prática, aeroportos e postos fronteiriços terão menos margem para relaxar as exigências biométricas só porque as filas ficaram saturadas.
Na conferência de imprensa de 1 de setembro, um porta‑voz da Comissão Europeia disse que o EES “funcionou globalmente bem” durante o verão e que as vantagens do novo sistema para a União são evidentes. Acrescentou ainda que existe «contacto estreito e construtivo» com os poucos Estados‑Membros que ainda requerem ajustamentos em determinados pontos de passagem de fronteira e que há “vontade conjunta” para que o sistema funcione em todos os locais.
As associações do setor, porém, pedem que as derrogações possam durar além de setembro. O receio é tangível: especialistas avisam que o fim dessas medidas temporárias pode regressar a um cenário de atrasos e confusão nas filas de controlo. Há quem tema que o esforço de suavizar a experiência do passageiro volte a esbarrar na dureza dos procedimentos.
Jurgen Himmelmann, cofundador e CEO da Global Work & Travel, deixa um conselho prático e sensorial: reservar muito mais tempo para viagens que envolvam controlos nas fronteiras europeias. “Chegar cedo ao aeroporto faz sentido, mas há um limite: os balcões de entrega de bagagem podem não estar abertos quatro horas antes, e na fila do passaporte não se avança por ter o voo a embarcar”, alerta. Evite planear viagens com base no tempo mínimo de ligação; uma conexão que parece tranquila “no papel” pode ficar apertadíssima se perdermos uma hora ou mais no controlo.
Andiamo, então, com algumas recomendações práticas, como quem partilha um segredo antes do aperitivo:
- Chegando cedo: antecipe mais tempo para o check‑in e os controlos nas fronteiras — duas horas podem já não bastar em alguns aeroportos;
- Documentos prontos: mantenha passaporte e outros comprovantes à mão para reduzir o tempo na fila;
- Monitore o voo: acompanhe atualizações da companhia e do aeroporto, e utilize alertas em apps de viagem;
- Planos alternativos: considere rotas menos congestionadas ou transportes alternativos se tiver horários apertados;
- Seguro e calma: um seguro de viagem e um estado de espírito de Dolce Far Niente evitam pânicos desnecessários.
Em suma: o Sistema de Entrada/Saída já é a nova realidade operacional, e a serenidade do viajante vem da preparação. Sinta o ar dos vinhedos, saboreie a história nas pedras, mas não deixe a pressa corroer a viagem — um pouco de prudência agora pode transformar um transtorno em apenas mais uma história para contar à mesa. Buon viaggio!

