El Niño 2026: ONU alerta para um dos episódios mais fortes desde 1950; pico esperado em dezembro
ONU alerta: El Niño pode ser um dos mais fortes desde 1950, com pico em dezembro e riscos de secas e inundações até fevereiro de 2027.
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El Niño 2026: ONU alerta para um dos episódios mais fortes desde 1950; pico esperado em dezembro
Por Alessandro Vittorio Romano — A El Niño avança como uma maré que não pede licença: as Nações Unidas avisam que o fenômeno vai se intensificar e pode atingir o pico em dezembro, configurando‑se possivelmente como um dos episódios mais fortes registrados pelo menos desde 1950.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da ONU para o clima, divulgou em seu boletim mensal que a onda de calor sobre o oceano tropical do Pacífico — a respiração ampliada do planeta — deverá elevar as temperaturas acima da média em grande parte do globo. Esse reforço de calor oceânico atuará em conjunto com as alterações climáticas de origem humana, como se duas estações se sobrepusessem em um mesmo outono.
Segundo a previsão, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental podem alcançar níveis recordes no trimestre outubro‑novembro‑dezembro de 2026. Técnicos e observadores alertam que isso não é apenas um dado de laboratório: mudanças nos padrões de precipitação tendem a aumentar o risco de seca em algumas regiões e de inundações em outras, com impactos diretos sobre economias, ecossistemas e comunidades.
“El Niño já está plenamente estabelecido e está se fortalecendo rapidamente”, disse Celeste Saulo, chefe da OMM, traduzindo a urgência do alerta em termos humanos. As previsões indicam uma probabilidade próxima de 100% de que o evento persista até fevereiro de 2027, o que significa meses prolongados de um clima que pode oscilar entre extremos.
Para quem vive no território e no tempo — como eu gosto de observar, entre um expresso e uma caminhada pela manhã — este é um momento de ajustar hábitos e expectativas. Pense no corpo humano: há um tempo interno que responde à luz, ao calor e à umidade; cidades e campos têm o seu próprio ritmo biológico. Um El Niño forte pode alterar essa respiração da paisagem, exigindo colheitas mais resistentes à seca, planejamento urbano para chuvas intensas e atenção redobrada à saúde pública.
Do ponto de vista prático, os governos e as comunidades precisam afinar os planos de resposta: monitoramento agrícola, estoques de água, sistemas de alerta de cheias e infraestrutura resiliente. A natureza nos lembra, com a suavidade de uma brisa que vira tempestade, que o clima é um tecido em que cada fio é interdependente.
Em suma, o aviso da ONU não é apenas um número: é um chamado para que repensemos como convivemos com as estações, como cuidamos das raízes do bem‑estar e como preparamos nossas cidades e campos para um inverno — meteorológico ou da mente — que pode ser mais severo do que o habitual.
Fique atento aos próximos relatórios da OMM e às atualizações locais. A temporada está apenas começando, e temos pela frente meses em que o clima falará alto. Eu estarei observando e voltarei com orientações práticas e sensíveis para atravessar esse período com mais preparo e serenidade.

