Inovação como motor de crescimento: Biroccio (GSK Itália) reforça papel das farmácias na saúde e no PIB
Biroccio (GSK Itália) afirma que inovação e investimentos em pesquisa impulsionam saúde, farmácias e crescimento do PIB. Declarações em Milão.
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Inovação como motor de crescimento: Biroccio (GSK Itália) reforça papel das farmácias na saúde e no PIB
Inovação é uma alavanca decisiva para o crescimento do país e para a qualidade de vida dos cidadãos. Em discurso proferido em Milão, Antonino Biroccio, presidente e administrador delegado da Gsk Itália, afirmou que investimentos direcionados transformam o panorama sanitário e econômico, beneficiando pacientes, sistema de saúde e a cadeia produtiva como um todo.
Biroccio falou hoje no encontro "Farmacia e salute: prevenzione, innovazione e prossimità per il benessere delle comunità", promovido por The European House Ambrosetti - Teha e Federfarma Lombardia, com o patrocínio da Regione Lombardia e do Comune di Milano e com contributo não condicionante da Gsk, Leo Pharma, Msd e Teva. A apresentação expôs, com clareza técnica e amparo factual, como a inovação aplicada à saúde se converte em ganhos tangíveis.
Segundo o executivo, a introdução de novas soluções terapêuticas e preventivas impacta positivamente o cidadão, oferecendo respostas — em certos casos — a problemas até então irrisolúveis. "A inovação melhora a qualidade de vida em termos de saúde e aumenta a produtividade", explicou Biroccio. O quadro delineado pelo dirigente é objetivo: pacientes em melhores condições demandam menos serviços do sistema público de saúde, o que, em dimensão macroeconômica, contribui para o crescimento do PIB.
O dirigente destacou ainda o papel estratégico das farmácias no sistema de assistência. Diante de um contexto demográfico em que a Itália figura como o país mais envelhecido da Europa e o segundo no mundo em termos de expectativa etária, as farmácias atuam como pontos de distribuição de medicamentos e como frente de prevenção: "Affiancano il paziente nella distribuzione di farmaci e giocano un ruolo anche nella prevenzione", citou Biroccio, traduzindo em prática a capacidade das farmácias de proteger os idosos de patologias emergentes.
Biroccio sublinhou a relação direta entre investimentos em pesquisa e a formação de uma cadeia produtiva qualificada. "A pesquisa põe em movimento uma filiera de persone con alta capacità e, successivamente, genera valore per il paziente", afirmou. Em termos pragmáticos, esses investimentos mobilizam profissionais especializados, fomentam inovação tecnológica e científica e geram efeitos econômicos ao longo de toda a filiera — desde laboratórios até pontos de cuidado.
Do ponto de vista do sistema de saúde nacional, o benefício é duplo: pacientes mais saudáveis demandam menos serviços do Serviço Nacional de Saúde (Ssn) e permanecem mais produtivos no mercado de trabalho. Essa equação — pesquisa que alimenta inovação, gerando valor clínico e econômico — foi apresentada por Biroccio como peça central para políticas públicas orientadas ao envelhecimento saudável.
O quadro apresentado no encontro em Milão foi desprovido de retórica e embasado em lógica econômica e sanitária. A mensagem deixou três pontos claros e verificáveis: a) a inovação é vetor de melhoria em saúde; b) as farmácias desempenham papel essencial na prevenção e na distribuição; c) os investimentos em pesquisa acionam uma cadeia produtiva que repercute no PIB e no funcionamento do sistema de saúde.
Relato assinado por Giulliano Martini, correspondência técnica com base nas declarações oficiais do evento e no cruzamento objetivo de informações fornecidas pelos organizadores e pelas empresas participantes.

