Professora esfaqueada em Roma: “Fui triturada nas redes sociais; perdoo, mas o aluno não pode ficar sozinho”
Isabella Marsilio, professora esfaqueada em Roma, diz ter sido atacada nas redes sociais; perdoa o aluno, mas pede acompanhamento familiar e escolar.
RESUMO ✦
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Professora esfaqueada em Roma: “Fui triturada nas redes sociais; perdoo, mas o aluno não pode ficar sozinho”
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Em entrevista ao programa Verità nascoste, exibido em 22 de setembro na Retequattro, a professora Isabella Marsilio, esfaqueada na última sexta-feira por um aluno na escola média Giovanni Verga, apresentou uma posição clara e documentada sobre os fatos: ela diz estar em paz com a própria consciência, mas alerta para a necessidade de acompanhamento do jovem agressor.
“Fui realmente triturada nas redes sociais”, afirmou Marsilio. Segundo a docente, a hostilidade online se alimentou de postagens e declarações suas em sua página no Facebook, que, na visão de parte do público, justificariam uma leitura distorcida do episódio. A professora rejeita essa narrativa e sublinha que o ódio difundido não coparticipou da dinâmica física do ataque.
Do ponto de vista profissional e pessoal, a professora assume não ter remorso: “Sinto-me muito em paz com a minha consciência. Não creio ter nada a me reprovar.” Ainda assim, Marsilio declara ter perdoado o aluno e defende que o perdão não substitui a responsabilidade coletiva sobre o que ocorreu. “Depois do que aconteceu, o garoto não deve ser deixado sozinho”, disse categoricamente.
Referindo-se ao aluno de 13 anos, a professora acrescentou: “Diria-lhe: ‘Não tenha medo de voltar à minha frente; procure-me, venha visitar-me. De mim não terá senão uma palavra de conforto e o pesar por ter visto quantas coisas ruins havia dentro de você’.”
Sobre a família do menor, Marsilio exigiu uma tomada de consciência: “Vocês devem assumir plena e profunda consciência do que seu filho foi capaz de efetuar.” A declaração reflete um ponto central na apuração: a escolaridade e o ambiente familiar são vetores essenciais na prevenção de comportamentos violentos.
Sobre a intenção do agressor, a professora disse que teve medo de ser atingida mortalmente: “Se outro aluno não tivesse intervindo, não sei, talvez ele pudesse me atingir novamente.” Marsilio reconheceu e agradeceu o papel decisivo desse colega: “Devo muito a esse garoto; quando o encontrar, darei-lhe um abraço com toda a minha gratidão. Provavelmente, se ele não tivesse agido, o desfecho teria sido outro.”
Na análise do comportamento do agressor, a docente relatou ter notado mudanças já no ano anterior, na segunda série do ensino médio. Ela convocou a família na ocasião, e os pais teriam demonstrado consciência de um mal-estar que o menino cultivava internamente. Esse histórico integra o conjunto de fatos brutos apurados e merece atenção das autoridades educativas e de saúde mental.
Finalmente, Marsilio lamentou a conversão imediata da vítima em “carnefice” por parte de quem a atacou virtualmente. Ela ressalta a desconexão entre as acusações de remigração feitas nas redes — críticas direcionadas a declarações suas — e o atentado físico que sofreu. A separação entre debate público e investigação dos motivos reais do ataque é um ponto que a reportagem reafirma, com base no cruzamento de depoimentos e registros do caso.
Este é um raio-x do episódio: fatos verificados, vozes cruzadas e a constatação de que o evento exige respostas integradas — escolares, familiares e clínicas — para evitar que se repita.

