Martina Colombari revela: “Tive outra relação” durante o casamento com Billy Costacurta
Martina Colombari revela ter tido outra relação durante o casamento com Billy Costacurta e fala de tabus como menopausa e sex toys.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Martina Colombari revela: “Tive outra relação” durante o casamento com Billy Costacurta
Por Chiara Lombardi — Em um relato que mistura franqueza e reflexão, a Martina Colombari desvendou trechos íntimos do seu matrimônio com o ex-jogador do Milan, Billy Costacurta, no prefácio do livro Il cambiamento sei tu. Longe do tom de fofoca, a atriz e ex-miss Itália transforma sua experiência num espelho do nosso tempo, onde relações longas são readaptadas aos contornos da vida.
Colombari confessa: "Depois de sete, dez anos, não me ricordo neanche più, ho avuto un’altra relazione" — traduzindo, «Depois de sete, dez anos, não me lembro bem, eu tive outra relação». Segundo ela, o casal ficou afastado por cerca de um ano antes do nascimento de Achille. Essa passagem, descreve Martina, foi como um choque que a obrigou a reordenar prioridades: "Quello che è successo con Achille mi ha dato una sberla fortissima. Mi ha fatto capire che le cose importanti sono altre".
No tom ponderado que lhe é habitual, Colombari assume que em uniões longas há momentos de "resfriamento": "Ogni tanto c’è quel momento di raffreddamento, però siamo diventati bravi a riconoscerlo e ci rimettiamo in carreggiata" — e completa, com ironia afetuosa, que não pretende mudar um homem aos sessenta anos: "Meu marido tem 60 anos: não posso pretender mudá-lo agora. Seria uma guerra perdida". É a mesma sabedoria que transforma conflito em adaptação, o roteiro oculto da vida a dois.
Além das confissões amorosas, Colombari provoca tabus culturais. Ela fala abertamente sobre sex toys e menopausa, perguntando por que ainda carregamos preconceitos: "Se cuidas da pele, por que não cuidar daquela parte também? Ela seca como o rosto". A metáfora — cuidar do corpo como um set de filmagem onde cada cena merece atenção — é típica do seu reframe: coloca o corpo e a sexualidade no mesmo nível do autocuidado cotidiano.
Sobre as críticas, especialmente nas redes sociais, a atriz demonstra um distanciamento sereno: "O comentário no Instagram pode magoar ali na hora, mas depois de meia hora com um prato de spaghetti ao pomodoro, já passou". É a lição de quem aprendeu a reescrever comentários como rascunhos do ruído público. E quando a acusam de ter um caráter forte, responde com humor e autoconhecimento: "Eu rio muito! E sou uma ca***na. Meu marido sempre diz: 'Marti, nem nós no vestiário do Milan aos vinte falávamos como você fala'".
As revelações de Martina Colombari são menos um escândalo do que um convite à conversação madura sobre fidelidade, envelhecimento e desejo. Em tempos em que o palco público e o privado se confundem, sua narrativa funciona como um eco cultural que lembra: relações longas não são apenas atrações fixas num cartaz, mas scripts em constante revisão.
Para leitores interessados em cultura pop com profundidade, o depoimento de Colombari é um caso de estudo — um pequeno filme sobre a vida conjugal, com cortes, reinterpretações e, no final, a exigência de escolher as prioridades que movem o enredo pessoal.

