Sonia Bruganelli rebate bodyshaming: 'Tenho 52 anos e rugas' — resposta às críticas nas redes
Sonia Bruganelli rebate críticas sobre sua aparência: 'Tenho 52 anos e rugas' e discute o impacto do bodyshaming nas redes sociais.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Sonia Bruganelli rebate bodyshaming: 'Tenho 52 anos e rugas' — resposta às críticas nas redes
Sonia Bruganelli, empresária e figura pública italiana conhecida tanto pela carreira quanto por sua vida pessoal ligada ao apresentador Paolo Bonolis, voltou a ser pauta ao responder com ironia e firmeza aos ataques sobre sua aparência. Cansada dos comentários invasivos, ela publicou um vídeo selfie em que cita e rebate críticas que a acusam de ter 'envelhecido'.
No vídeo, Bruganelli expôs trechos dos comentários ofensivos que recebeu — muitos focados em aspectos físicos, como 'tem a boca suja' e 'tem muitos dentes' — e respondeu com uma mistura de irritação e sarcasmo: 'Quero dizer, mas o que isso interessa a vocês? Por que vêm me incomodar por essas coisas? Arranjem uma vida', disse ela.
Com a franqueza que virou sua marca, a empresária antecipou com ironia outras críticas previsíveis: 'Tenho manchas, não estou com cílios no momento' — explicando que ainda não conseguiu marcar o horário na esteticista — e listou ainda 'tenho rugas no pescoço... o que mais?' Ao enfatizar sua idade, Bruganelli afirmou: 'Sou velha... tenho 52 anos'.
Ao falar de sua relação afetiva com o empresário Angelo Madonia, de 42 anos, ela devolveu o comentário ácido dos que sugerem interesses financeiros: 'Meu companheiro tem 42 anos e está comigo porque eu tenho dinheiro', disse, usando a provocação para ironizar expectativas e julgamentos públicos. No desfecho, a empresária lançou ainda uma indireta às polêmicas que cercam o ex-marido Paolo Bonolis, citando, com humor ácido, os rumores sobre um suposto avião privado.
Esse episódio não é apenas uma briga entre uma personalidade e haters: é um microcosmo do que chamo de espelho do nosso tempo. O ataque ao corpo feminino maduro nas redes sociais revela um roteiro oculto da sociedade sobre beleza, utilidade e valor. Quando uma mulher pública, aos 52 anos, é reduzida a aparência — manchas, dentes, unhas, um brilhante faltando num anel —, estamos diante de uma semiótica que valida juventude como moeda e relega a maturidade a um papel secundário.
Como analista cultural, vejo nessa resposta de Bruganelli um pequeno 'reframe' que mistura resistência e performance: ao expor os comentários e rir deles, ela transforma a agressão em espelho contra quem ataca. Ainda assim, a ironia não apaga o impacto do bodyshaming. A cena nos convoca a pensar sobre o que permitimos nas plataformas digitais e sobre como a crítica à aparência opera como forma de controle social.
Em tempos de câmeras sempre ligadas e feeds que funcionam como roteiro de validação, a fala de Sonia é um convite para revisar nossos reflexos: por que medimos mulheres públicas por detalhes estéticos enquanto ignoramos seus discursos, escolhas e trajetórias? O debate segue, e a resposta de Bruganelli — direta, provocativa e humana — é mais um capítulo desse filme coletivo em que vivemos.

