Bolsas europeias sobem com tech; Milão +0,90% enquanto petróleo e gás recuam

Bolsas europeias sobem com tech; Milão +0,90% enquanto Brent e gás recuam por concessões do Irã e efeitos sobre inflação.

Bolsas europeias sobem com tech; Milão +0,90% enquanto petróleo e gás recuam

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Bolsas europeias sobem com tech; Milão +0,90% enquanto petróleo e gás recuam

Por Stella Ferrari — As bolsas europeias ganharam tração nesta sessão, impulsionadas pelo rali do setor de tecnologia em Wall Street e pela apreensão seletiva antes das eleições de meio mandato nos Estados Unidos. A exceção na frente tecnológica foi a Apple, que caiu 1% com o mercado de olhos nos resultados programados para serem divulgados após o fechamento.

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Em Milão, a Borsa fechou em alta de 0,90%, refletindo uma combinação de fluxo comprador em papéis cíclicos e um ambiente de menor risco nas commodities energéticas. Paris avançou 0,98%, Madri registrou a maior alta entre os grandes mercados com +1,7%, Frankfurt subiu 0,63% e Londres manteve ganhos mais modestos, de 0,29%.

O recuo mais acentuado nas commodities funcionou como um dos freios fiscais positivos para as expectativas de inflação: o Brent caiu cerca de 7%, cotado a 105,2 dólares por barril, enquanto o mercado de gás em Amsterdã despencou 9,5%, negociando a 94,1 euros/MWh. A queda foi impulsionada pela decisão do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, de conferir ao governo de Teerã “determinados poderes” para negociar com os Estados Unidos — sinal que alivia temores geopolíticos e pressiona os preços de energia.

No fechamento de Piazza Affari, destaques setoriais mostram a assimetria da sessão: Buzzi saltou 6,23%, beneficiada por múltiplos fatores operacionais e pelo apetite por nome ligados a construção e cimento, enquanto a fabricante de semicondutores STMicroelectronics (Stm) avançou 3,22%. Em contrapartida, os papeis de energia sentiram a pressão do recuo do petróleo — Eni caiu 2,28%.

No campo da dívida soberana, houve compressão do risco: o spread entre o BTP e o Bund alemão caiu para 113 pontos base, com o rendimento do BTP de dez anos em torno de 4,43%. A leitura é clara: a combinação de petróleo mais barato e menor aversão ao risco reduziu o prêmio exigido pelos investidores sobre os títulos italianos.

Como estrategista, vejo esse movimento como uma calibragem fina do mercado — não uma redefinição estrutural. A queda nos preços de energia atua como um alívio imediato para as pressões inflacionárias, permitindo uma provável desaceleração na aceleração de tendências sobre taxas. Ainda assim, as eleições nos EUA representam um mapa de riscos que pode reintroduzir volatilidade em curto prazo.

Resumo prático: mercados europeus com sinais de recuperação liderados por tecnologia; energia em balanço após avanços diplomáticos no Irã; Milan e outros índices europeus em terreno positivo, enquanto setores ligados a petróleo ficam mais pressionados. A estratégia adequada agora é monitorar a calibragem de juros esperada pelos bancos centrais frente a dados reais de inflação e à evolução política global.

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