Comunicação esportiva e reputação corporativa: debate em Roma redefine papel do esporte nas estratégias de imagem
Em Roma, especialistas discutem como a comunicação esportiva se tornou ferramenta estratégica para reputação corporativa, negócios e desenvolvimento territorial.
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Comunicação esportiva e reputação corporativa: debate em Roma redefine papel do esporte nas estratégias de imagem
Apresentado em Palazzo Wedekind, em Roma, o novo número do The Corporate Communication Magazine reuniu empresas, instituições e especialistas para discutir como a comunicação esportiva atua hoje como alavanca estratégica para a reputação corporativa, o negócio e o desenvolvimento dos territórios. O evento — promovido pelo International Corporate Communication Hub — ocorreu na praça Colonna, 366, e teve como fio condutor a ideia do esporte como laboratório avançado de inovação comunicativa.
Moderado por Emanuele Rizzi, chefe da redação esportiva da Espresso Italia, o debate colocou em evidência a capacidade do esporte não só de gerar valor econômico, mas de servir como plataforma de visibilidade e construção de relações duradouras entre marcas, instituições e comunidades. Em linguagem de estratégia e alto desempenho, o evento mostrou que a comunicação esportiva funciona como um motor da economia simbólica das organizações — uma peça de engenharia social que precisa ser calibrada para gerar confiança, reputação e retorno tangível.
A abertura foi conduzida por Pierangelo Fabiano, secretário geral do International Corporate Communication Hub, que destacou a intenção editorial do volume dezenove: olhar para o esporte como um espaço de encontro entre identidade, comunidade, empresas e territórios. Para Fabiano, esse recorte transforma o esporte em uma alavanca para construir relações de longo prazo e uma reputação sólida, com impactos que extrapolam os resultados imediatos de mercado.
Entre os convidados, Marco Giunio De Sanctis, presidente do Comitato Italiano Paralimpico, sublinhou o papel transformador do esporte paralímpico. Segundo De Sanctis, comunicar a dimensão paralímpica é abraçar valores de inclusão e mérito que não funcionam como mera vitrine, mas como estratégia reputacional que cria vínculos profundos com as comunidades e fortalece o capital cívico e econômico dos territórios.
Também tomou a palavra Marco Di Paola, presidente da Federazione Italiana Sport Equestri e vice-presidente do CONI, que enfatizou o papel do esporte como instrumento educativo e formador de valores para as novas gerações. Para Di Paola, a colaboração entre federações, CONI e CIP é essencial para transformar iniciativas esportivas em legado social e econômico — uma espécie de transmissão de torque cultural que acelera tendências positivas na sociedade.
O encontro reforçou que, na matriz estratégica das organizações, o esporte deixou de ser apenas patrocínio ou ativação pontual. Ele é agora uma plataforma de governança de marca, onde a coerência de propósito e a capacidade de traduzir valores em ações concretas medem a robustez da reputação corporativa. Em termos econômicos, trata-se de uma calibragem fina entre investimento, narrativa e impacto local — como ajustar a suspensão de um veículo de alta performance para rodar tanto em autódromo quanto em estradas irregulares.
O número dezenove do The Corporate Communication Magazine consolida esse diagnóstico e propõe caminhos para que empresas, instituições e profissionais tornem o esporte um ativo estratégico, capaz de gerar retorno reputacional, valor de mercado e benefícios para os territórios.

