Ermeti (Ieg): Bex conecta economia espacial à indústria e abre oportunidades para o país
Ermeti (Ieg) vê a Bex como ponte entre a economy espacial e indústrias terrestres, abrindo oportunidades em agricultura, mecânica, náutica e saúde.
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Ermeti (Ieg): Bex conecta economia espacial à indústria e abre oportunidades para o país
Por Stella Ferrari — Na inauguração da Bex – Beyond Exploration Expo, Maurizio Ermeti, presidente do Italian Exhibition Group, definiu a nova iniciativa como “uma grandíssima oportunidade” para o país, capaz de estabelecer um elo direto entre a space economy e o tecido industrial terrestre. Com tom de estrategista, Ermeti explicou que a feira nasceu da percepção — já formada em missão a Houston, em 2023 — de que pesquisas aeroespaciais, materiais avançados e tecnologias de ponta estão prontas para dialogar com indústrias tradicionais.
“É uma intuição e uma grande desafio”, afirmou Ermeti. Segundo ele, muitas empresas que operam no globo ainda não estão preparadas ou informadas sobre como se movimenta o ecossistema fora da Terra. O propósito da Bex é justamente criar esse link por meio de atividades expositivas e de conferência, promovendo uma ponte prática entre o que ocorre no espaço e as aplicações dentro do planeta.
Do ponto de vista econômico e industrial, a convergência entre setores representa uma verdadeira recalibração do motor que impulsiona a inovação. Ermeti destacou que a pesquisa sobre materiais e tecidos espaciais é capaz de impulsionar melhorias substantivas na qualidade de vida. Entre os potenciais campos de aplicação citados pelo presidente da Ieg estão a agricultura, a mecânica, a nautica e a saúde, indicando que quase nenhum setor estará imune às oportunidades trazidas pela economia orbital.
Para Ermeti, existe “em qualquer setor” a possibilidade de aproveitar o ambiente espacial, seja para testar produtos em condições não terrestres, seja para oferecer apoio direto à indústria aeroespacial. “Grandes empresas, inclusive italianas, ainda não compreenderam plenamente que podem ampliar seus negócios e conquistar um novo mercado que, se não for imediatamente massivo, será parte do futuro próximo”, afirmou.
A decisão do grupo de lançar a Bex foi também sustentada pelo conhecimento acumulado em “59 filiere diferentes”, que forneceu à Ieg uma visão detalhada de necessidades, criticidades e potencialidades das cadeias produtivas. A feira, nessa leitura, não é somente um palco para tecnologia: é uma plataforma para o surgimento de novas profissões e oportunidades, tanto na Terra quanto fora dela — um ponto de partida atraente para as gerações mais jovens.
Na linguagem econômica que uso normalmente nas salas de conselho, a iniciativa representa uma calibragem estratégica: é como ajustar a transmissão para extrair torque extra do motor da economia. A Bex propõe acelerar tendências de transferência tecnológica sem acionar freios fiscais ou de comunicação, posicionando o país para competir em um cenário onde a interseção entre espaço e indústria se tornará rotina.
Em suma, afirmou Ermeti, trata-se de construir conexões concretas entre dois mundos que, até recentemente, seguiam trajetórias paralelas. A Bex pretende ser a oficina dessa convergência — onde inovação, indústria e talento se encontram para desenhar o próximo capítulo do desenvolvimento industrial e tecnológico.

