Maggi (Assofondipensione): Portabilidade na previdência complementar gera risco a investimentos e liquidez

Maggi (Assofondipensione) alerta que a portabilidade na previdência complementar ameaça liquidez, investimentos e cria concorrência desigual entre fundos.

Maggi (Assofondipensione): Portabilidade na previdência complementar gera risco a investimentos e liquidez

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Maggi (Assofondipensione): Portabilidade na previdência complementar gera risco a investimentos e liquidez

Por Stella Ferrari — Em declarações durante a terceira edição do Global Welfare Summit 2026, Giovanni Maggi, presidente da Assofondipensione, expressou forte preocupação sobre a entrada em vigor, prevista para 31 de outubro, da portabilidade da posição individual na previdência complementar. Segundo Maggi, a mudança, se não for novamente adiada, traz incertezas significativas quanto ao impacto sobre os participantes que optarem por migrar para outras soluções previdenciárias e, por consequência, sobre os patrimônios dos fundos.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Na minha leitura como economista e estrategista de mercado, essa situação funciona como uma calibragem mal feita do motor institucional: gera vibrações que obrigam atores a rever toda a dinâmica de risco e liquidez. Maggi enfatiza que a atual instabilidade provocou dificuldades concretas no universo dos fundos de pensão: muitos investimentos de suporte ao país — em private equity, dívida, infraestrutura e venture capital — foram colocados em stand-by.

O diagnóstico é técnico e direto: diante do desconhecimento do fluxo futuro de resgates, os fundos são forçados a aumentar o nível de liquidez para gerir possíveis saídas individuais. Essa necessidade de caixa, explica Maggi, reduz a capacidade de alocação de ativos de longo prazo, comprimindo o papel dos fundos como motor de crescimento e financiamento de projetos estratégicos para o país.

Outro ponto crítico destacado é a ilusão de que a portabilidade fomenta um verdadeiro mercado livre. Na prática, a medida favorece os fundos abertos em detrimento dos fundos fechados, estes últimos limitados por regulamentos ao seu mercado de referência. “Isso não é mercado livre, é concorrência desleal”, adverte Maggi. A análise revela que o instrumento beneficia estruturas com maior capacidade de captar novos associados fora de seu perímetro regulamentar, criando assim uma assimetria competitiva.

Além disso, Maggi aponta para um risco operacional e institucional: a portabilidade pode tensionar a relação entre os fundos e os gestores que administram seus portfólios de renda fixa e variável. Caso redes de macroseguradoras passem a atuar de forma agressiva sobre os fundos, há possibilidade real de rompimento de mandatos e retirada de recursos por parte de gestores, com impacto direto na governança e na execução de estratégias de investimento.

Em suma, o cenário descrito exige uma leitura estratégica e um redesenho de políticas: é preciso evitar freios desnecessários ao investimento de longo prazo e garantir que a implementação da portabilidade não comprometa a estabilidade patrimonial dos fundos. Como em uma maquinaria de alta precisão, a calibragem normativa deve ser feita com medida e previsibilidade, sob pena de travar a aceleração de tendências fundamentais para o desenvolvimento econômico.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘