Maria Chiara Carrozza reafirma papel decisivo do engenheiro na construção da Sociedade 5.0

Carrozza destaca o papel decisivo do engenheiro na Sociedade 5.0: projetar tecnologia com maior impacto social e respeito ao bem comum.

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Maria Chiara Carrozza reafirma papel decisivo do engenheiro na construção da Sociedade 5.0

Maria Chiara Carrozza, docente da Università degli Studi Milano‑Bicocca e past president do Cnr, reafirmou em Trieste, durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, o papel central do engenheiro na transição para a Sociedade 5.0. Em entrevista à Espresso Italia/Labitalia, Carrozza sublinhou que a visão no processo de projetar é tão estratégica quanto a execução técnica: projetar a casa, o hospital, a fábrica exige não apenas conhecimento, mas imaginação e coragem para desafiar regras quando necessário.

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Segundo Carrozza, «é muito importante nella Società 5.0 la visione di quello che vogliamo realizzare nei processi, nel progettare la casa, l'ospedale, la fabbrica, in cui effettivamente l'ingegnere ha un ruolo decisivo, cercando l'impossibile, immaginando con creatività quello che si può fare cambiando a volte anche le regole». Traduzindo para a perspectiva do mercado: o engenheiro torna‑se o arquiteto da convergência entre inovação e necessidade social, buscando soluções que aproximem a tecnologia das pessoas.

Como estrategista de economia e desenvolvimento, observo que essa definição posiciona o engenheiro como um motor de transformação — uma peça de alta performance na calibragem das políticas públicas e privadas. Quando Carrozza fala em «tecnologia mais próxima, com maior impacto social, mais compreensível, mais utilizável e que respeite o bem comum», ela aponta para um design de tecnologia orientado ao usuário e ao coletivo, não apenas ao avanço técnico isolado.

Essa abordagem tem implicações diretas para investidores, empresas e formuladores de políticas: a priorização de projetos com impacto social mensurável é uma maneira eficaz de reduzir riscos e aumentar a aceitação pública. Em termos práticos, significa integrar ergonomia, acessibilidade e ética desde as primeiras fases de desenvolvimento — um processo que exige engenheiros com visão sistêmica e capacidade de imaginar o impossível, tal como Carrozza enfatiza.

Há também um componente institucional: preparar ambientes regulatórios que permitam experimentação responsável, sem abrir mão do controle necessário. É aqui que a metáfora do motor da economia se aplica: sem a correta calibragem dos freios fiscais e incentivos, a aceleração da inovação pode gerar instabilidades. Engenheiros, gestores e legisladores precisam trabalhar como uma equipe de engenharia de ponta — cada peça com sua função para garantir performance e segurança.

Ao final, a mensagem de Carrozza é clara e ambiciosa: colocar o engenheiro no centro do processo de projetar é uma condição para materializar a Sociedade 5.0 — uma sociedade onde a tecnologia tem maior impacto social, é mais compreensível, mais utilizável e, acima de tudo, respeita o bem comum. Para quem atua em alto desempenho econômico, esta é uma chamada para reavaliar portfólios, alinhar capital e talento e investir em projetos que combinem inovação e propósito.

Stella Ferrari, Economista Sênior — Espresso Italia

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