Ataque em Cracóvia: atirador mata 6 pessoas na Praça do Mercado; autor ferido e preso
Ataque em Cracóvia: 24 anos abre fogo na Praça do Mercado; 6 mortos, 16 feridos e autor preso. Corpos de familiares encontrados em casa.
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Ataque em Cracóvia: atirador mata 6 pessoas na Praça do Mercado; autor ferido e preso
Por Marco Severini — Um jovem de 24 anos desencadeou uma sequência de violência que congelou a Polônia, culminando em uma duplamente trágica operação: uma massacre doméstica seguida por um ataque armado no centro histórico de Cracóvia. O episódio ocorreu por volta das 15h do sábado, 7 de novembro, quando o homem, trajando camuflagem, abriu fogo a partir de um automóvel na Praça do Mercado Principal (Rynek Główny), segundo relatos locais.
As autoridades contabilizam, até o momento, seis pessoas mortas e 16 feridos. Entre os lesionados, cinco são estrangeiros — provenientes de Áustria, Alemanha, Portugal, Rússia e Reino Unido —, conforme informação veiculada pelo jornal Gazeta Wyborcza e por comunicado do Ministério do Interior citado pela Reuters. Entre as vítimas fatais está um cidadão britânico. Dois policiais ficaram feridos durante a operação de captura.
A ação do atirador por arma curta e por um fuzil, possivelmente um AR-47, provocou uma rápida resposta das forças de segurança. A perseguição automobilística terminou com a neutralização do suspeito por um agente, que conseguiu detê-lo. O autor do ataque foi baleado pela polícia, recebeu socorro e foi encaminhado ao hospital, onde passou por duas intervenções cirúrgicas.
Investigações subsequentes ampliaram o raio da operação: as forças de ordem chegaram ao distrito de Ostrowiec Świętokrzyski para diligências complementares. Na residência do jovem foram encontrados outros três cadáveres — o pai, 53 anos, a mãe, 52, e a irmã, 20 —, todos vítima de disparos, confirmou o vice‑inspetor Andrzej Fijołek, porta‑voz do chefe da polícia, à TVN24.
Testemunhas e vizinhos descrevem uma família que parecia, à primeira vista, normal, mas notaram mudanças de comportamento recentes e atitudes que classificaram como «inquietantes». Relatórios da emissora Polsat News apontam para uma fascinação do autor por ideias extremistas, hipótese que orienta o inquérito inicial.
O primeiro‑ministro polonês, Donald Tusk, caracterizou o episódio como um acto de terrorismo sem precedentes no país: “Não vimos casos de terrorismo tão extremos em Polônia. Este é o nome certo para este ataque cruel”, declarou durante um briefing com ministros e responsáveis pelas forças de segurança, elogiando a “dedicação e o heroísmo dos agentes de polícia”.
As autoridades advertem que as apurações ainda são iniciais. Os investigadores irão aprofundar o contexto ideológico do autor — primeiras análises apontam para uma inclinação ao ultranacionalismo e à extrema‑direita —, além de esclarecer as motivações que o levaram a cometer a dupla tragédia. Armamentos e munições adicionais foram encontrados no veículo do suspeito, o que levou a polícia a tratar o caso como parte de uma operação maior de segurança pública.
No tabuleiro tenso das relações domésticas e das convulsões ideológicas, este episódio representa um movimento decisivo que impõe ao Estado a urgência de redesenhar defesas internas: do monitoramento de radicalizações à capacidade de resposta rápida nas praças públicas. A tectônica de poder entre segurança, prevenção e política social será testada nas próximas semanas, enquanto a investigação busca reconstruir cada movimento desta sinistra sequência de fatos.
Marco Severini — Espresso Italia

