Museu do Vidro de Murano duplica espaço com nova ala de 1.300 m² e exposição imersiva
Museu do Vidro de Murano amplia em 1.300 m² com nova ala, coleção Frost & Moretti e instalação imersiva dedicada ao lampadário.
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Museu do Vidro de Murano duplica espaço com nova ala de 1.300 m² e exposição imersiva
Ciao, sou Erica Santini, e trago uma notícia que é um verdadeiro convite ao Dolce Far Niente entre o sopro e o brilho do vidro: o Museu do Vidro de Murano vai dobrar seus espaços a partir do próximo outono, com a inauguração de uma nova ala de mais de 1.300 metros quadrados, recuperada do antigo edifício das ex Conterie, onde se fabricavam as tradicionais pérolas de vidro.
O novo pavilhão nasce de um investimento superior a cinco milhões de euros, bancado com recursos próprios da Fondazione Musei Civici de Veneza, e representa um gesto de cuidado com a memória e com a contemporaneidade das artes vitrais. Hoje o canteiro foi visitado pelo prefeito de Veneza, Simone Venturini, que acompanhou os trabalhos e ressaltou a importância do projeto para a ilha.
Andiamo ao coração da proposta curatorial: o percurso expositivo foi pensado em três grandes áreas temáticas. A primeira seção é dedicada ao século XX, às transformações da arte vetraria e às dimensões humana e produtiva que a marcaram — aqui encontramos o contraste entre a fábrica e a família, forças que modelaram a vida das fornaci e a textura social de Murano.
A segunda área volta o olhar para a produção contemporânea: peças atuais dividem espaço com importantes doações, entre elas a coleção do colecionador nova-iorquino Barry Friedman e as 453 obras do atelier Carlo Moretti, que enriquecem o acervo com exemplos de técnica e experimentação. É um encontro entre tradição e invenção, como o aroma do vidro recém-soprato encontrando a brisa salina do canal.
A terceira seção será dedicada ao símbolo mais icônico e teatral do vidro muranês: o lampadário. Nesta galeria haverá uma instalação imersiva que propõe uma viagem sensorial entre modelos clássicos e reinterpretações contemporâneas, convidando o visitante a ver, ouvir e quase tocar a luz que o vidro sabe oferecer. As amplas vedações em vidro do pavilhão, com vista para o jardim do museu, criarão diálogos de luz e sombra que parecem compor uma partitura visual.
O projeto teve início em 2019 e consolida um esforço contínuo de preservação e inovação — um gesto de amor pela ilha e por suas histórias. A nova ala, além de ampliar a superfície expositiva, reforça o papel do museu como espaço vivo de pesquisa e encontro entre mestres vidreiros, colecionadores e público.
Para quem, como eu, gosta de saborear a história com todos os sentidos: imagine caminhar por corredores onde a luz dourada desenha contornos de copas e lustres, sentir o eco das oficinas antigas e descobrir obras que contam a história social e produtiva de Murano. Será, sem dúvida, um novo capítulo para o Museu do Vidro de Murano, uma promessa de descoberta que guarda segredos e poesia entre as superfícies translúcidas.
A abertura está prevista para o próximo outono; seguiremos atento aos detalhes de inauguração. Se você ainda não conhece Murano além do cartão-postal, prepare-se para explorar suas camadas: tradição, família, fábrica e a luz que transforma o vidro em memória.

