Formação conjunta entre médicos e técnicos de radiologia é essencial para diretrizes nacionais, diz presidente da FNO
Presidente da federação defende formação conjunta entre técnicos e médicos de radiologia para criar diretrizes nacionais e padronizar diagnósticos.
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Formação conjunta entre médicos e técnicos de radiologia é essencial para diretrizes nacionais, diz presidente da FNO
Em declaração feita à margem do congresso nacional da SIRM, em Milão, Diego Catania, presidente da Federação Nacional das Ordens dos Técnicos de Saúde em Radiologia Médica e das Profissões de Saúde Técnicas, da Reabilitação e da Prevenção, reafirmou a importância da formação conjunta entre profissionais técnicos e médicos da radiologia como alicerce para a melhoria da prática diagnóstica no país.
“A formação conjunta entre técnicos e médicos de radiologia é de fundamental importância porque representa a base do trabalho quotidiano. Através de competências distintas, com responsabilidades separadas, dispomos de uma roadmap que nos permite abordar todos os exames diagnósticos dos pacientes”, afirmou Catania em apuração in loco durante o evento. O presidente sublinhou, com precisão técnica, que não existe sobreposição de papéis entre as categorias: “Não há absolutamente nenhuma sobreposição entre os técnicos e os médicos de radiologia”.
O recado, segundo apuração baseada em testemunhos e no cruzamento de fontes presentes no congresso, é que a colaboração estruturada deve avançar para além dos encontros setoriais e ser traduzida em instrumentos nacionais. “Esta sinergia, selada dentro do congresso nacional da SIRM, demonstra que se pode fazer muito mais, sobretudo se as instituições centrais dialogarem de forma mais intensa”, acrescentou o presidente.
Nos debates realizados nos últimos dias, aponta o relatório de presença, emergiu uma mensagem de partilha e o estímulo ao diálogo franco entre categorias profissionais. O objetivo prático, segundo Catania, é trabalhar de forma coordenada para a elaboração de diretrizes nacionais e protocolos uniformes — instrumentos que, na avaliação técnica do dirigente, trarão benefícios concretos à organização dos serviços de diagnóstico em todo o território nacional.
Do ponto de vista jornalístico, a declaração reforça a necessidade de um processo normativo que combine formação, responsabilidade e protocolos validados. A proposta não trata de redefinir competências, mas de consolidar uma roadmap comum — um esquema operacional que garanta qualidade e segurança nos exames radiológicos, com ganhos mensuráveis em eficiência e padronização.
Em termos institucionais, a expectativa aberta no congresso é por um maior protagonismo do Ministério da Saúde e das entidades reguladoras na promoção de mesas de trabalho interprofissionais. Fontes ouvidas indicam que a federação e sociedades científicas pretendem apresentar propostas técnicas concretas nas próximas semanas para iniciar o processo de normatização.
Relato direto, sem ruído: a interlocução entre técnicos e médicos, baseada em formação contínua e protocolos partilhados, aparece como a via técnica preferencial para fortalecer a prática diagnóstica nacional. É o que resume a posição oficial de Diego Catania, registrada durante a cobertura do congresso SIRM em Milão.

