Trump aceita resultado das midterms 2026, promete ser o “Sr. Veto” e mantém linha de confronto e cooperação

Trump aceita resultado das midterms 2026, promete vetos e diz que trabalhará com os Democratas; mantém apoio a Hegseth e culpa o Irã pelo preço da gasolina.

Trump aceita resultado das midterms 2026, promete ser o “Sr. Veto” e mantém linha de confronto e cooperação

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Trump aceita resultado das midterms 2026, promete ser o “Sr. Veto” e mantém linha de confronto e cooperação

Poucos minutos após a confirmação da vitória dos Democratas na Câmara e no Senado nas midterms 2026, o presidente Donald Trump reiterou a postura anunciada dias antes: em caso de derrota seria o “Sr. Veto”. A demonstração simbólica foi publicada em seu perfil no Truth, com a imagem de um boné vermelho no estilo MAGA onde se lê, em branco, a palavra Veto.

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O tom, contudo, não é absoluto. Em declarações a veículos como Politico, Fox News e ao New York Times, Trump combinou confronto e realismo institucional: “os Democratas farão propostas que eu considerarei insanas e eu as vetarei, mas depois trabalharemos juntos”, disse, afirmando ainda que havia recebido contatos de membros do outro campo interessados em cooperação.

Em entrevista telefônica à Fox News, o presidente reconheceu que os Democratas “fizeram um bom trabalho, lutaram forte” e manifestou esperança de diálogo, inclusive sobre a questão da imigração. Ao mesmo tempo, em uma série de mensagens no Truth ele deslocou a responsabilidade pelo resultado para outros atores do campo republicano — candidatos que, segundo ele, “não estiveram à altura” — e enfatizou não considerar-se vencido pessoalmente: alegou que não estava na cédula eleitoral e que, se estivesse, teria obtido uma vitória esmagadora.

Trump defendeu publicamente o apoio a figuras como a senadora republicana da Carolina do Sul, Darlene Graham, e o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, ao mesmo tempo em que atacou o agora ex-governador do Texas, Greg Abbott, classificando-o como um RINO — um republicano “de fachada”, segundo suas palavras.

Sobre economia e política externa, o presidente atribuiu ao Irão a elevação dos preços dos combustíveis, argumento que, segundo ele, ofuscou os indicadores positivos de sua administração: “Temos a maior economia de todos os tempos. No meu primeiro mandato tive a melhor economia, mas esta a supera largamente”, afirmou, acrescentando que o custo da gasolina fez com que a população não percebesse plenamente os avanços econômicos.

Não estão previstos, conforme declarou ao Wall Street Journal, mudanças na cúpula do Executivo. Trump reafirmou seu apoio ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que liderou a ação militar contra o Irão, e disse não se arrepender de ter iniciado o confronto armado: “Fiz a coisa certa, faria novamente”, declarou com convicção.

Sobre o Partido Republicano e o horizonte eleitoral, o presidente avaliou que a sigla dispõe de “um conjunto extraordinário de talentos” em preparação para 2028, mas que ainda é cedo para discutir nomes concretos. A linha pública que emerge é a de um líder que aceita, formalmente, a tectônica do resultado parlamentar — reconhecendo a derrota das urnas — enquanto preserva instrumentos institucionais de bloqueio e negociação, num desenho que combina veto e possível cooperação.

Para analistas acostumados a ler o jogo sob a luz da estratégia, trata-se de um movimento calculado: manter intactos os alicerces do poder executivo, usar o veto como peça de barganha no tabuleiro legislativo e, quando conveniente, abrir corredores de diálogo que preservem a influência presidencial. A disputa de agora não redesenha apenas cadeiras; redesenha fronteiras invisíveis de poder entre a Casa Branca e o Congresso.

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