Carlo Nordio, ministro da Justiça: ao fim do mandato, vou me dedicar mais aos meus gatos
Ministro Carlo Nordio diz que ao fim do mandato quer dedicar-se mais aos seus gatos Rufus e Romeo, leitura, natação e família.
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Carlo Nordio, ministro da Justiça: ao fim do mandato, vou me dedicar mais aos meus gatos
Num diálogo sereno e luminoso com a Espresso Italia, o ministro da Justiça Carlo Nordio revelou que, ao término do atual mandato, pretende reduzir a atuação política para dedicar mais tempo aos seus prazeres pessoais — entre eles, os seus amados gatos. Com tom bem-humorado, Nordio disse preferir falar de felinos a debater temas jurídicos áridos, e confidenciou que a companhia dos animais é um conforto que atravessa toda sua vida.
Casado desde 1978, ele e a esposa Maria Pia multiplicaram a afeição pelos felinos: hoje convivem com dois grandes gatos ruivos, apelidados de Rufus e Romeo. A escolha, contou Nordio, também passa por abrigos — ele costuma escolher animais em um refúgio da OIPA — e tem origem numa paixão «congênita» que remonta à infância. A atração pelos felinos, explicou, é quase instintiva e sempre lhe trouxe consolo e companhia.
O ministro lembrou que, desde a aposentadoria até a entrada no governo em 2022, dedicou-se intensamente à leitura e à escrita; pratica natação com regularidade e valoriza profundamente os laços familiares. Com a proximidade dos 80 anos, Nordio afirmou não alimentar a intenção de se candidatar novamente em 2027, caso o bloco de centro-direita vença as eleições. Disse estar aberto a aceitar outros cargos que lhe garantam maior tempo livre, sempre com a concordância da presidente Meloni, se necessário.
Sobre seus outros interesses, o ministro reconheceu ter tido paixão por cavalos, mas que isso não rivaliza com o afeto pelos gatos. Ele contou que chegou a montar com regularidade até 2022, quando preferiu abrir mão por cautela — cair da sela nessa idade não seria prudente. Comentou ainda que, no mundo animal, a justiça é um conceito estranho: prevalece a lei da sobrevivência.
Ao traçar essa decisão pública, Nordio desenha um desejo de reencontro com pequenas alegrias cotidianas — leitura à tarde, braçadas na piscina, refeições em família e o cuidado terno com Rufus e Romeo. É um gesto de renascimento cultural íntimo: iluminar novos caminhos que valorizem o tempo e o afeto, sem abandonar a lucidez sobre responsabilidades públicas.
Para quem observa, há aqui uma lição simples e próxima: construir um legado também passa por semear momentos de cuidado e contemplação. Nordio finalizou com leveza, deixando claro que, se a política abrir espaço, escolherá um ritmo que lhe permita ser ao mesmo tempo cidadão e cuidador — um homem que cultiva valores próximos à natureza e à família.

