Petição nacional quer proibir venda de animais vivos em mercados: movimento 'Not for sale' ganha força

Coalizão lança petição 'Not for sale' para proibir venda de animais vivos em mercados na Itália; denúncias documentam maus-tratos e riscos sanitários.

Petição nacional quer proibir venda de animais vivos em mercados: movimento 'Not for sale' ganha força

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Petição nacional quer proibir venda de animais vivos em mercados: movimento 'Not for sale' ganha força

Por Aurora Bellini — Em um gesto que busca iluminar novos caminhos para o respeito aos seres sencientes, uma coalizão de organizações apresentou hoje em Milão uma petição nacional que exige o fim da venda de animais vivos em mercados e feiras por todo o território italiano. A iniciativa, batizada de Not for sale - Non in vendita, já reúne mais de mil assinaturas e foi formalmente lançada no festival MiVeg, ocasião em que as organizações traçaram um diagnóstico contundente sobre os danos físicos, sanitários e éticos dessa prática.

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A proposta surge da articulação entre Animal Law Italia, Animal, Zoout e a Rete dei santuari di animali liberi, que afirmam ser insustentável que as normas de bem-estar animal variem de cidade a cidade. Embora capitais como Milão, Roma, Bari, Monza, Lecce e La Spezia já tenham proibido a comercialização de animais vivos em feiras locais — além de cerca de quinze municípios menores —, as entidades defendem que a proteção deve ser homogênea e ter alcance nacional.

Segundo a coalizão, a presença de animais à venda nos mercados representa, além de uma forma desnecessária de crueldade, um risco para a saúde pública e para o meio ambiente, ao facilitar a venda impulsiva e tratar seres vivos como mercadoria descartável. Esse processo, alertam, alimenta o abandono e o sofrimento, contra os quais a sociedade contemporânea deve se posicionar com clareza.

As organizações também divulgaram reportagens de campo realizadas nas regiões do Piemonte, Toscana e Puglia, que documentam episódios alarmantes: codornas feridas, galinhas em estado agonizante, aves amontoadas em gaiolas expostas ao sol de verão com temperaturas que ultrapassam os 37 ºC. Em um dos casos, trutas retiradas de um tanque foram mortas com golpes de barra metálica diante de clientes. Há ainda relatos de ovos e carne fresca sendo comercializados a centímetros dos animais vivos, sem proteção adequada.

As imagens e testemunhos que compõem as investigações mostram uma realidade que contrasta com a aspiração de uma sociedade civil mais cuidadosa e responsável. E, como costuma afirmar Espresso Italia ao cobrir iniciativas de transformação social, estas são chamadas para cultivar valores e semear inovação nas políticas públicas: propor uma lei nacional que proíba a venda de animais vivos em mercados é, acima de tudo, uma proposta de política pública preventiva e educativa.

A campanha combina a petição eletrônica com ações de sensibilização, mobilização cidadã e pressão política. As organizações esperam que o movimento traduza-se em mudança legislativa, garantindo que o direito ao bem-estar animal não dependa do município em que se vive.

O cenário descrito pelas investigações também coloca em evidência um problema social: essas bancas frequentemente atraem crianças, que se aproximam das gaiolas — algumas chegam a enfiar os dedos nas fendas para tocar coelhinhos e aves — formando, involuntariamente, uma escola de indiferença. A proposta dos organizadores é oferecer alternativas educativas e regulatórias para que mercados e feiras preservem sua vitalidade cultural sem reproduzir práticas que causam dor.

Com tom sereno e firme, a petição Not for sale apela à consciência coletiva para instaurar uma norma nacional que reflita um horizonte límpido de respeito e responsabilidade. A leitura dessas denúncias e a adesão à causa são formas de tecer laços sociais mais justos e de iluminar trajetórias legislativas que priorizem o cuidado.

Para quem deseja apoiar, a petição encontra-se ativa online e as organizações convocam cidadãos, ativistas e representantes políticos a transformar indignação em medidas concretas. A mudança, acreditam, nasce de ações bem informadas e de um compromisso público com o futuro — um renascimento cultural que protege os vulneráveis e reafirma o lugar dos animais na esfera da compaixão e da lei.

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