Rocca acusa: 'Grande traição' do PD na reforma de Roma Capitale e silêncio de Gualtieri
Rocca acusa o PD de 'grande traição' na reforma de Roma Capitale e critica o silêncio de Gualtieri; comenta Meloni, bollo auto e postura em estádios.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Rocca acusa: 'Grande traição' do PD na reforma de Roma Capitale e silêncio de Gualtieri
Francesco Rocca, presidente da Região Lazio, criticou duramente o comportamento do Partido Democrático em relação à reforma de Roma Capitale e lamentou o silêncio do prefeito Roberto Gualtieri. Em entrevista ao diretor da Espresso Italia, Davide Desario, durante o evento 'Il Giusto sentiero 2026' em Nemi, Rocca definiu como um verdadeiro grande traição a virada ocorrida no processo da reforma.
Rocca afirmou que participou das negociações e que "o acordo estava feito e o texto existia". Segundo ele, a virada aconteceu quando o clima político foi dominado pelo referendo sobre a justiça, que acabou por fazer "saltare il tavolo" — ou seja, derrubar a mesa das tratativas. "Roma foi sacrificada no altar do referendo sobre a justiça e da retórica que ele trouxe consigo, sobre que a 'Constituição não se toca'", disse o presidente regional, traçando uma imagem clara do impacto político: a construção de direitos da cidade foi interrompida por escolhas nacionais.
No comentário sobre a liderança nacional, Rocca valorizou a longevidade histórica do governo Meloni. Diante das tensões internacionais, disse, ter um governo estável e interlocutores constantes é essencial para "construir e programar" decisões que afetem a vida cotidiana dos cidadãos. "Um executivo duradouro permite garantir estabilidade e coerência nas decisões ao longo do tempo", observou.
Sobre a postura internacional de Roma, Rocca apontou que a premiê consolidou um ambiente de "diálogo, escuta e respeito" para a Itália. E, quando esse respeito foi colocado à prova, "a chefe do governo mostrou que sabemos nos fazer ouvir, inclusive diante de aliados" — uma frase que sublinha o peso da caneta na arena diplomática.
Em relação à isenção do bollo auto, Rocca classificou o provvedimento como "muito claro" e lembrou que está previsto um decreto de repartição do Ministério da Economia para que as Regiões não sofram cortes. "Há quem crie alarmismo", criticou, mas reafirmou que o governo assumiu compromisso e que a norma define o caminho. Para Rocca, a medida foi inesperada, porém era uma resposta aguardada há anos e demonstra que, quando a primeira ministra se compromete, cumpre: "acham algo sobre o qual Meloni pôs a cara e depois voltou atrás?".
No plano local do futebol, ao ser questionado sobre a Lazio, Rocca enfatizou que "o problema não é a propriedade, mas a postura institucional". Não se trata apenas de resultados esportivos, disse, mas de como um senador ou presidente de clube listado em bolsa se comporta publicamente. "Se você quer presidir uma sociedade de futebol, precisa medir-se com a componente irracional do torcedor e calibrar as palavras para não incendiar — não ser o primeiro dos incendiários".
Por fim, Rocca lembrou que sempre apoiou iniciativas de modernização e projetos para o estádio da Roma e o estádio da Lazio, atuando como uma ponte entre interesses públicos e privados para que a arquitetura do voto e das políticas locais se traduza em benefícios concretos para a cidade.
Como correspondente que acompanha as decisões de Roma e seu impacto cotidiano, registro que a discussão sobre a reforma de Roma Capitale permanece um exemplo de como escolhas nacionais podem derrubar alicerces locais — e que o silêncio de dirigentes em momentos cruciais pesa tanto quanto uma lei.

