Diabetes tipo 2: Fiaso aposta em assistência mais próxima das casas e na continuidade do cuidado
Fiaso propõe aproximar a assistência do diabetes tipo 2 às casas dos pacientes, com continuidade, PDTA e foco em prevenção e inovação.
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Diabetes tipo 2: Fiaso aposta em assistência mais próxima das casas e na continuidade do cuidado
Em Ferrara, a Federação italiana das empresas de saúde e hospitais (Fiaso) traça um caminho que busca aproximar a assistência dos pacientes com diabetes tipo 2 ao ritmo das suas vidas. O diretor da federação, Nicola Pinelli, reafirmou que o objetivo é ter serviços “mais próximos das casas dos pacientes crônicos, com setings assistenciais mais adequados e apropriados para a cura da doença”.
Como quem observa a paisagem mudar de estação e adapta o guarda-roupa, Pinelli lembra que a doença crônica pede um cuidado que dure o tempo necessário: “Nós falamos de continuidade assistencial. Um paciente que manifesta uma patologia é acompanhado pelo serviço de saúde ao longo de todo o percurso de doença. A cronicidade torna evidente que o percurso pode durar vários anos, toda a vida”.
Essa ideia de continuidade é, para a federação, tanto um compromisso organizativo quanto uma aposta na capacidade do sistema de absorver inovação. “Essa possibilidade — prossegue Pinelli — está ligada à capacidade do sistema de acolher ao mesmo tempo a tomada em carga e a habilidade de absorver a inovação tecnológica e científica, melhorando assim a qualidade e a eficácia da assistência”.
A Fiaso representa cinco grandes empresas sanitárias regionais — Emilia-Romagna, Puglia, Lazio, Veneto e Toscana — e coloca a prevenção no centro dos seus percursos. Em Ferrara foram definidos os PDTA (Percorsi Diagnostico-Terapeutico-Assistenziali), ferramentas que orientam o trajeto do paciente desde o diagnóstico até o acompanhamento a longo prazo, sempre com foco na adequação do setting assistencial às necessidades individuais.
Trazer o cuidado mais perto de casa não significa apenas encurtar distâncias geográficas: é ajustar o tempo do cuidado ao tempo interno do corpo, desenhar serviços que respeitem rotinas, oferecer caminhos que permitam ao paciente gerenciar a sua condição com confiança. Em linguagem prática, isso se traduz em maior coordenação entre a atenção hospitalar e a atenção territorial, modelos assistenciais que favoreçam a proximidade — presencial ou digital — e percursos personalizados de prevenção e educação em saúde.
Como observador atento do cotidiano italiano, vejo nessa abordagem uma espécie de colheita de hábitos: semear práticas de prevenção, nutrir o autocuidado, colher resultados que se traduzem em menor complicação da doença e melhor qualidade de vida. A integração entre inovação e cuidado contínuo é, portanto, a raiz do bem-estar coletivo.
Pinelli sublinha que a transformação é possível quando o sistema de saúde assume a responsabilidade de acompanhar o paciente ao longo de todo o ciclo de vida da doença, adaptando-se às novas evidências científicas e às tecnologias emergentes. Em última análise, a missão é clara: manter a assistência eficaz, humana e o mais próxima possível das casas e dos ritmos de quem vive com diabetes tipo 2.
Alessandro Vittorio Romano - Espresso Italia

