Ricostruire per la vita: em Pádua, exposição revela a arte e o futuro da cirurgia plástica reconstrutiva
Exposição em Pádua explora história e futuro da cirurgia plástica reconstrutiva e regenerativa, com próteses biônicas e histórias de recuperação.
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Ricostruire per la vita: em Pádua, exposição revela a arte e o futuro da cirurgia plástica reconstrutiva
Abre no Musme — Museu de História da Medicina de Padova — a exposição Ricostruire per la vita. Storia e futuro della chirurgia plastica ricostruttiva e rigenerativa, visitável a partir do próximo sábado até 31 de março de 2027. A mostra, com direção científica do professor Franco Bassetto, diretor da Cirurgia Plástica da Azienda Ospedaliera-Università di Padova, foi idealizada e curada por Palazzo della Salute e nasce como resposta cultural e científica a perguntas profundas sobre recuperação e sentido de si após traumas graves.
Partiu-se da tragédia de Crans-Montana, que trouxe de volta ao centro do debate público a condição dos grandes queimados, para construir um percurso que atravessa passado, presente e futuro da cirurgia plástica reconstrutiva e regenerativa. Se a medicina salvavida responde a "como continuar a viver", a exposição propõe que a cirurgia reconstrutiva responda a outra pergunta igualmente humana: "como voltar a viver plenamente", recuperando forma, função e identidade?
O percurso expositivo organiza-se em quatro núcleos: Storia, que conta a evolução histórica da disciplina e das técnicas; Forma, que aborda temas como a reconstrução do seio após o tumor e o papel da estética como reconstrução simbólica do eu; Funzione, dedicado aos traumas do membro superior e às soluções protéticas modernas — entre elas a prótese biônica desenvolvida em colaboração com a Universidade suíça de Sion, capaz de devolver sensações táteis a amputados; e Identità, que explora os efeitos psicológicos e sociais da reconstrução corporal.
Ao percorrer as salas, o visitante encontra peças históricas, imagens clínicas, depoimentos de pacientes e demonstrações tecnológicas que ilustram tanto a perícia dos cirurgiões quanto a delicadeza do cuidado. A mostra também dedica espaço às perspetivas futuras: a integração entre engenharia de tecidos, impressão 3D, terapias celulares e a reabilitação multidisciplinar aparece como uma colheita de abordagens que prometem transformar a experiência da recuperação.
Enquanto observador atento, costumo pensar na recuperação física como um jardim que se refaz depois do fogo: raízes que resistem, brotos que surgem com paciência e técnicas que funcionam como água e poda, guiando o crescimento. Em Pádua, essa metáfora ganha corpo em objetos, histórias e tecnologia, mostrando que a cirurgia plástica reconstrutiva é ao mesmo tempo técnica, acolhimento e retorno à vida cotidiana.
A exposição convida médicos, pacientes, estudantes e o público geral a refletir sobre a dimensão humana da reconstrução: não se trata apenas de restaurar tecidos, mas de permitir que as pessoas retomem funções, relações e imagens de si. Até 31 de março de 2027, o Musme abre suas portas para quem quer ver de perto como a ciência e a sensibilidade caminham juntas — uma respiração lenta que devolve sentido ao corpo e ao espírito.
Informações práticas: a mostra tem direção científica de Franco Bassetto e curadoria de Palazzo della Salute. Para visitas, conferências e programação educativa, recomenda-se consultar o site do Musme e os canais oficiais do evento.

