Schillaci: empresas farmacêuticas geram pesquisa, conhecimento e inovação em saúde

Schillaci destaca que empresas farmacêuticas produzem pesquisa, conhecimento e inovação, e que a inovação deve chegar a todos, disse em evento em Latina.

Schillaci: empresas farmacêuticas geram pesquisa, conhecimento e inovação em saúde

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Schillaci: empresas farmacêuticas geram pesquisa, conhecimento e inovação em saúde

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um evento em Latina que celebrou os 50 anos da Johnson&Johnson na Itália, o ministro da Saúde Orazio Schillaci fez uma defesa eloquente do papel das empresas farmacêuticas na construção do bem-estar coletivo. Como se descrevesse a respiração de uma cidade, Schillaci lembrou que quando uma empresa da saúde cumpre bem seu ofício, ela não apenas alimenta a economia: ela entrega aos médicos terapias antes inexistentes e devolve a famílias uma esperança que parecia perdida.

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“Um empreendimento da saúde, quando faz bem o seu trabalho, não aumenta apenas o produto interno; coloca nas mãos dos clínicos uma terapia que antes não existia e devolve a uma família uma possibilidade que parecia irrecuperável”, afirmou o ministro. Em suas palavras residia uma metáfora simples e humana: a indústria de saúde não produz só um item, produz pesquisa, conhecimento e inovação.

Schillaci sublinhou também a importância de que essa inovação, nascida nos laboratórios e nas linhas de montagem, encontre o caminho até quem dela precisa, “onde quer que viva e qualquer que seja seu rendimento”. É uma imagem de cuidado que ressoa com a ideia de uma colheita de hábitos — o fruto do investimento científico que deve alcançar toda a coletividade, não apenas bolsões privilegiados.

O ministro destacou ainda que empresas como a Johnson&Johnson contribuem de forma decisiva com novos fármacos e novos dispositivos, fortalecendo todo o ecossistema de saúde. Em dados citados no encontro, a província de Latina foi, em 2025, a segunda província da Itália no setor farmacêutico, e, na região do Lazio, metade do que a região exporta tem a assinatura da indústria da saúde. São números que, nas mãos de Schillaci, contam a história de uma vocação real e não apenas de promessas.

Como observador, vejo nessa afirmação uma relação íntima entre a paisagem econômica e o tempo interno do corpo social: quando investimentos em ciência florescem, as cidades respiram melhor, as famílias reencontram confiança e o tecido social se fortalece. A presença de unidades produtivas e centros de pesquisa transforma o mapa local, como raízes que sustentam uma árvore inteira.

O apelo do ministro foi claro: proteger e incentivar essa convergência entre interesse empresarial e bem comum exige políticas sensíveis, que garantam acesso equitativo à inovação e valorizem o trabalho de quem pesquisa. Afinal, inovação sem distribuição é apenas promessa — uma semente que não encontra solo fértil.

Num momento em que o mundo busca equilibrar competitividade e justiça social, a fala de Schillaci em Latina lembra que a verdadeira medida do sucesso da indústria da saúde é tanto científica quanto humana: medir-se pela capacidade de transformar conhecimento em cuidado, pela coragem de levar uma terapia até a mesa de cada família que dela precise.

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