Ciafani (Legambiente): 'O nuclear foi morto pelo mercado, não pelo ambientalismo' — manifestação marcada para 5 de dezembro
Ciafani (Legambiente) critica retorno ao nuclear: 'morto pelo mercado' e convoca manifestação em Roma em 5 de dezembro por políticas climáticas urgentes.
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Ciafani (Legambiente): 'O nuclear foi morto pelo mercado, não pelo ambientalismo' — manifestação marcada para 5 de dezembro
Em uma análise direta e estratégica durante sua intervenção na Ecomondo, em Rimini, o presidente nacional da Legambiente, Stefano Ciafani, traçou um diagnóstico econômico e político sobre o papel do nuclear no debate energético italiano. "Estamos fazendo uma grande sessão espírita por causa de um morto", afirmou, enfatizando que esse "morto" não foi eliminado pelo ambientalismo, mas pelo mercado — um "assassino" insuspeito que ditou a dinâmica dos investimentos.
Com a precisão de quem avalia cenários e desenha estratégias, Ciafani lembrou que, segundo relatórios internacionais como o da Agência Internacional de Energia, a escola prática do mercado aponta para escolhas mais econômicas. Ele citou que, no primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, 92% dos investimentos energéticos das empresas norte-americanas foram destinados às energias renováveis, apenas 8% a centrais a gás ciclo combinado e 0% ao nuclear, apesar da retórica pronuclear na esfera federal. "As empresas investem no que é rentável", sintetizou.
No pronunciamento, Ciafani também fez uma crítica técnica à atual manobra orçamentária italiana: várias medidas vinculadas à transição energética e à eficiência permanecem apenas como prorrogações anuais, quando deveriam ser estabilizadas para permitir planejamento e escala. Ele identificou ausência de recursos específicos para o plano nacional de adaptação climática e para ações de adaptação, elementos essenciais na calibragem de políticas que protegem comunidades vulneráveis e setores produtivos.
Com tom resoluto e elegante, propondo uma relação direta entre responsabilidade política e resultado prático, Ciafani confirmou que a Legambiente promoverá uma grande manifestação no dia 5 de dezembro, em Roma. O ato acontecerá em Piazza del Popolo, das 14:30 às 17:30, e terá caráter de "festa popular" com voz especialmente dedicada às vítimas da crise climática: populações vulneráveis, agricultores que perderam colheitas e representantes das iniciativas que já são parte da solução para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O objetivo é claro e operacional: apresentar às forças políticas quatro pilares que devem nortear quem se candidatará a governar o país — políticas climáticas no topo da agenda; mitigação e adaptação imediatas; e o princípio de que quem polui deve pagar. "Será um apelo que levaremos aos partidos de maioria e oposição para que façam o que até agora não foi feito", disse Ciafani.
Como estrategista que lê sinais de mercado e política, concluo que esse posicionamento combina diagnóstico econômico com mobilização cívica. Em termos de motor da economia, é uma chamada à aceleração das tendências que já demonstram desempenho: escala, previsibilidade e alocação eficiente de capital. A iniciativa também reflete a necessidade de desenhar políticas públicas com a mesma engenharia de precisão usada em setores de alta performance — calibragem fiscal, regras estáveis, incentivos duradouros — para que a transição não dependa apenas de ciclos eleitorais, mas de um projeto contínuo de desenvolvimento resiliente.
Stella Ferrari, pela equipe Espresso Italia — Economia e Desenvolvimento.

