Schillaci avisa: nas listas de espera não hesitarei em usar poderes substitutivos

Schillaci alerta: nas listas de espera, o Ministério usará poderes substitutivos em caso de grave inação das Regiões. 2 milhões de procedimentos a mais no ano.

Schillaci avisa: nas listas de espera não hesitarei em usar poderes substitutivos

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Schillaci avisa: nas listas de espera não hesitarei em usar poderes substitutivos

ROMA, 28 de outubro de 2026 — Redazione ANSA

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No palco do Forum Salute e Innovazione em Roma, o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, fez um aviso claro sobre as filas de acesso aos serviços de saúde: onde houver sinais de grave incumprimento por parte das autoridades locais, ele não hesitará a exercer os poderes substitutivos. A declaração, proferida com firmeza e sentido de responsabilidade, reforça a ideia de que a tutela da saúde pública exige tanto autoridade quanto colaboração.

Schillaci sublinhou que a questão das listas de espera não é apenas um dado administrativo, mas uma questão cotidiana que afeta a respiração das nossas cidades e o tempo interno do corpo dos cidadãos. "Laddove riscontrassimo delle situazioni di grave inadempienza, non esiterò a esercitare i poteri sostitutivi", disse ele, lembrando que, ao mesmo tempo, o problema precisa ser enfrentado como um esforço coletivo: Ministério, Regiões, assessores regionais e, naturalmente, os próprios cidadãos.

O ministro destacou também indicadores positivos: nos primeiros nove meses do ano houve um acréscimo de 2 milhões de procedimentos em comparação com o ano anterior. É um número que simboliza progresso, mas que não apaga os pontos de fragilidade. "Anche se molto resta ancora da fare, quello che rivendico è che oggi l'Italia ha un sistema científico e collaudato per capire quello che manca, come manca e come intervenire", afirmou Schillaci, indicando que existem ferramentas para diagnosticar e agir sobre as falhas.

Ao ouvir isso, penso na saúde pública como uma paisagem que precisa de cuidados contínuos: há momentos de semeadura, quando políticas e investimentos geram atendimento; há momentos de poda, quando é preciso intervir com medidas corretivas; e há também estações de observação, em que os dados são a luz que nos guia. Schillaci posiciona o Ministério como jardineiro vigilante — pronto a intervir quando o terreno regional mostra sinais de abandono, mas desejoso de cultivar uma colaboração que floresça em soluções concretas para os utentes.

O apelo do ministro é prático e simbólico ao mesmo tempo. Prático, porque aponta para ações específicas de monitoramento e eventual substituição de autoridades regionais em casos de grave inação. Simbólico, porque reitera uma ética de cuidado: a saúde não pode aguardar os ritmos da política regional quando a vida das pessoas está em jogo.

Schillaci concluiu lembrando que, com as ferramentas de análise existentes, o próximo passo é trabalhar junto às Regiões para traçar soluções claras e efetivas em favor dos cidadãos. É um convite ao jogo de equipe: o Ministério propõe, as Regiões adaptam e executam, e os cidadãos — atores e beneficiários — são parte ativa desse ciclo. Se a saúde é a colheita de hábitos e políticas bem alinhadas, então este é o tempo de cuidar do terreno para que a próxima estação seja mais justa e eficiente.

Fonte: ANSA — Fórum Salute e Innovazione, Roma. Reprodução reservada.

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