Suicídio entre jovens: sinais de alerta devem ser levados a sério, dizem especialistas

Suicídio é a 3ª causa de morte entre jovens na Itália; sinais de alerta e aumento de atendimentos pedem atenção e prevenção imediata.

Suicídio entre jovens: sinais de alerta devem ser levados a sério, dizem especialistas

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Suicídio entre jovens: sinais de alerta devem ser levados a sério, dizem especialistas

Por Alessandro Vittorio Romano — A respiração das cidades muda quando olhamos para os números: em Itália, entre os 15 e os 29 anos, o suicídio figura como a terceira causa de morte, atrás dos acidentes rodoviários e dos tumores; entre os homens jovens, sobe para o segundo lugar. São dados que chegam como um vento frio antes do outono — um convite para cuidar das raízes do bem-estar antes que o inverno se instale.

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Uma nota conjunta da Sociedade Italiana de Neuropsiquiatria da Infância e Adolescência (SINPIA), do Hospital Pediátrico Bambino Gesù de Roma, do Istituto Giannina Gaslini de Gênova e da Universidade de Nápoles "Federico II" relembra que a adolescência é a estação em que os comportamentos suicidários crescendo mais rapidamente. Não se trata de criar pânico, mas de reconhecer que os sinais de sofrimento são reais e pedem intervenção.

No Bambino Gesù os números contam essa mudança na paisagem: as consultas de neuropsiquiatria em pronto-socorro passaram de 155 em 2011 para 1.675 em 2025. Paralelamente, os atendimentos relacionados a autolesão, ideação suicida e tentativa de suicídio saltaram de 12 para 445 no mesmo período. Números que não são apenas estatística — são vozes que clamam por cuidado.

Os especialistas alertam: comportamentos como o isolamento progressivo, os gestos de ferir a si mesmo, as palavras que sugerem desejo de não estar mais presente e aquela desesperança que parece persistente, são sinais de alerta e devem ser levados a sério. A adolescência é uma época de tempestades emocionais e descobertas aceleradas — por isso a necessidade de observar com sensibilidade, sem minimizar nem dramatizar.

Como observador atento da vida cotidiana, lembro que o bem-estar cresce como uma colheita: exige solo arejado, rotinas reconfortantes e mãos que saibam plantar escuta e presença. Famílias, escolas e profissionais devem estar atentos ao tempo interno do corpo dos jovens — aos pequenos indícios que, se acolhidos, podem redirecionar uma trajetória.

A nota conjunta foi divulgada em véspera do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Esse calendário serve como um lembrete coletivo: prevenir é reconhecer e responder. As ações incluem fortalecer a comunicação com adolescentes, facilitar o acesso a serviços de saúde mental e criar redes de apoio que não tratem os pedidos de ajuda como ruído de fundo.

Não é preciso ser especialista para oferecer um lugar seguro. Perguntas simples, escuta sem julgamentos e encaminhamento para ajuda profissional quando necessário são pontes que salvam. A cidade que respira melhor é aquela que presta atenção às suas margens mais frágeis.

Se você percebe sinais em um jovem — isolamento, fala de não querer mais estar aqui, ferimentos autoinfligidos, mudanças drásticas de comportamento — leve isso a sério. Procure serviços de saúde, linhas de apoio ou profissionais especializados. A prevenção é uma rede que se tece com cuidado, presença e coragem para agir.

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