Umbria adota 'Código Rosa' nos hospitais para acolher mulheres vítimas de violência

Umbria lança o 'Código Rosa' nos hospitais para acolher e proteger mulheres vítimas de violência, com rede regional e isenção de taxas para cuidados essenciais.

Umbria adota 'Código Rosa' nos hospitais para acolher mulheres vítimas de violência

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Umbria adota 'Código Rosa' nos hospitais para acolher mulheres vítimas de violência

Por Alessandro Vittorio Romano — A Região Umbria institui pela primeira vez um protocolo regional único e estruturado destinado à acolhida, ao socorro e à tomada em carga de mulheres e menores vítimas de violência: o Código Rosa. É um percurso que uniformiza procedimentos nos pronto-socorros e fortalece a articulação com os serviços territoriais, oferecendo um abrigo administrativo e humano que se abre já no primeiro contato.

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O protocolo prevê, quando necessário, o envolvimento de uma mediadora cultural e linguística, e um vínculo estruturado com consultórios familiares e Centros antiviolência. Está estabelecido um primeiro contato com a mulher até 72 horas após a alta hospitalar, para garantir continuidade de cuidados e evitar que a vítima se perca entre os labirintos burocráticos. A rede abrange as áreas de Perugia, Terni, Città di Castello, Gubbio-Gualdo e Foligno.

Além disso, o percurso contempla a isenção de taxa (ticket) para atendimentos psicológicos e consultas de especialidade ambulatorial diretamente relacionados à violência sofrida — um gesto prático para aliviar o peso econômico que muitas vezes impede a busca por ajuda. O conjunto foi apresentado formalmente em Palazzo Donini, com representantes institucionais e técnicos.

“Com o Código Rosa, a Umbria dá um passo que faltava ao nosso sistema de bem-estar e saúde: garantir às mulheres vítimas de violência um percurso certo, uniforme e protegido em cada hospital da região”, declarou a presidente da Região, Stefania Proietti. “Queremos assegurar acolhimento, escuta e cuidado desde o primeiro contacto”, acrescentou, sublinhando a intenção de evitar que a mulher seja deixada sozinha após a emergência ou sujeita a uma revitimização pela descontinuidade dos serviços.

Como um jardineiro que organiza canais de irrigação para que cada planta receba água no momento certo, o Código Rosa intenta harmonizar a respiração da cidade com as necessidades mais delicadas: a proteção, o apoio psicológico e a continuidade clínica. A presença de mediadoras culturais reforça a atenção às trajetórias diversas das vítimas, reconhecendo que a violência cruza línguas e histórias.

Na prática, o novo protocolo representa tanto um mapa quanto uma mão estendida: um mapa que indica caminhos seguros dentro da rede hospitalar e territorial, e uma mão que acompanha a saída do hospital para que o retorno à vida cotidiana seja menos árduo. É uma colheita de políticas públicas que busca transformar o momento de crise em uma porta de acesso a cuidadores, advogados, psicólogos e centros especializados.

Para quem observa o tecido social com sensibilidade, trata-se de uma mudança que toca as raízes do bem-estar coletivo: quando o cuidado se organiza, a cidade inteira respira melhor. O Código Rosa na Umbria é um convite para que hospitais e comunidades cuidem em conjunto, dando à vítima não apenas atendimento clínico, mas também a escuta e o acolhimento necessários para recomeçar.

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