Malpensa: fumaça de power bank em voo EasyJet provoca evacuação e interdita aeroporto temporariamente
Fumaça a bordo de voo EasyJet em Malpensa por provável explosão de power bank; 146 passageiros evacuados e aeroporto reaberto após checagens.
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Malpensa: fumaça de power bank em voo EasyJet provoca evacuação e interdita aeroporto temporariamente
Por Marco Severini — Em um movimento que expôs os frágeis alicerces da rotina aeroportuária, o aeroporto de Malpensa (MPX), em Milão, foi temporariamente fechado na tarde desta quinta-feira após o registro de fumaça a bordo de um avião da EasyJet. O episódio, que obrigou a rápida evacuação de 146 passageiros, oferece, além do imediatismo da emergência, um lembrete claro sobre os riscos associados a dispositivos eletrônicos em bagagem de mão.
O voo U23905, operado por um Airbus A320 da companhia britânica, iniciava as manobras de taxiamento em direção à pista de decolagem quando, às 17h31, o comandante emitiu um "mayday" devido à presença de fumaça no interior da cabine. Segundo as primeiras avaliações, a origem mais provável foi a explosão de uma power bank localizada dentro de uma bagagem de mão de um dos passageiros.
Fontes locais e veículos de imprensa indicam que a aeronave havia deixado o pátio do Terminal 2 às 17h24, mas logo parou, precisamente ao lado da estação dos bombeiros do aeroporto, facilitando a intervenção imediata das equipes de emergência. As medidas de evacuação foram executadas com o acionamento dos escorregadores infláveis e resultaram em dois passageiros com pequenas contusões que receberam atendimento no local.
As operações em Malpensa foram suspensas por cerca de uma hora e meia; o aeroporto retomou atividades por volta das 18h30, inicialmente com o uso de apenas uma pista. Na pista 35R permaneceram em curso as manobras de deslocamento da aeronave afetada e as verificações de segurança necessárias para restabelecer a normalidade.
Como analista de geopolítica com foco em estabilidade e risco operacional, observo que incidentes desse tipo funcionam como um teste de resiliência das infraestruturas e dos protocolos. No tabuleiro do transporte aéreo, a combinação entre equipamentos portáteis de alta capacidade e procedimentos de armazenamento inadequados cria uma zona de tensão que pode se traduzir em decisões rápidas — e por vezes dramáticas — dos comandantes. Intervenções céleres dos serviços de solo e dos bombeiros locais evitaram um desfecho mais sério, mas o episódio reclama uma revisão das práticas de embarque e da comunicação sobre baterias externas.
Há lições práticas e imediatas: reforço das orientações aos passageiros sobre o transporte seguro de baterias e power banks, inspeções mais rigorosas em pontos de controle e campanhas persistentes de sensibilização. Em termos estratégicos, o incidente reafirma a necessidade de sistemas redundantes e de coordenação entre operadores, autoridades aeroportuárias e serviços de emergência — os movimentos que, em um tabuleiro, garantem que mesmo um lance inesperado não provoque um colapso generalizado.
As investigações sobre as causas precisas do princípio de incêndio continuam, com equipes técnicas avaliando a aeronave e o equipamento envolvido. Autoridades aeroportuárias e a EasyJet devem publicar comunicados oficiais à medida que novas informações forem confirmadas.

