Arábia Saudita: viagens de lazer europeias devem crescer 130% até 2030, diz estudo
Estudo prevê aumento de 130% dos viajantes europeus de lazer à Arábia Saudita até 2030. Crescimento impulsionado por projetos e facilitação de vistos.
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Arábia Saudita: viagens de lazer europeias devem crescer 130% até 2030, diz estudo
Por Erica Santini — Há um perfume de transformação no ar do turismo mundial: a Arábia Saudita está a caminho de se tornar um destino imprescindível para quem sonha em navegar pelas tradições e descobrir paisagens inesperadas. Segundo um novo estudo da Tourism Economics, apresentado no WTM Spotlight Riyadh, prevê-se que o número de viajantes europeus em lazer para a Arábia Saudita aumente pelo menos 130% entre 2025 e 2030. Ciao, novidade!
O relatório destaca que a Europa figura entre os mercados de longa distância que vão impulsionar a próxima fase de crescimento. Espera-se também que as chegadas de lazer vindas da Ásia-Pacífico e da América do Norte mais do que dupliquem no mesmo período. No conjunto, os mercados de maior distância deverão representar 54% das chegadas internacionais em lazer em 2030, contra 47% em 2025.
Entre os países europeus, Alemanha e Itália sobressaem: as viagens de lazer de ambos deverão mais do que triplicar até ao final da década. Em tom de confidência, digo: é como se o velho continente estivesse a redescobrir o gosto pelo Dolce Far Niente saudita — mas com um olhar curioso e sofisticado.
A Europa já foi a região que mais cresceu para os viajantes sauditas em lazer entre 2019 e 2025, com visitas a subir 61%. Em 2025, o continente foi também o principal destino de longo curso nas saídas de sauditas, representando 10% das viagens de lazer, embora o Médio Oriente mantenha-se dominante, com 82%.
No entanto, o estudo alerta que, no futuro, o vento pode soprar mais forte em direção à Ásia: a Tourism Economics prevê apenas “aumentos modestos” nas dormidas de sauditas no Reino Unido, França e Espanha, enquanto a Tailândia deverá crescer 46% e países como Indonésia, Austrália e Singapura pelo menos 50%.
O relatório resume bem a metamorfose: em "pouco mais de meia década", a Arábia Saudita "passou da periferia do mapa turístico mundial para o seu centro". As dormidas de visitantes mais do que duplicaram desde 2019, alcançando 1,1 mil milhões, e os projetos ambiciosos, como o Red Sea Project, aliados a eventos futuros — incluindo o Campeonato Mundial de Futebol de 2034 — têm atraído olhares globais.
Os números falam alto: as dormidas internacionais aumentaram 177% entre 2019 e 2025, contra um crescimento global de 12%, conferindo à Arábia Saudita o maior ganho de quota de mercado mundial entre destinos. O turismo de lazer cresceu de forma particularmente rápida: 7,6 milhões de chegadas internacionais de lazer com pernoita em 2025, mais de seis vezes o valor de 2019, e a despesa associada quintuplicou para 12,6 mil milhões de dólares (cerca de 10,86 mil milhões de euros).
As cidades sagradas — Meca e Medina — continuam a ser, de longe, os maiores polos de afluência, mas Riad e Jidá viram o número de visitantes disparar, à medida que o país amplia o leque para além do turismo religioso. E há ainda a poesia das paisagens desérticas e dos sítios patrimoniais: AlUla afirma-se como um destino de lazer emergente, com cerca de nove milhões de dormidas em 2025 e uma previsão média de crescimento de 11% ao ano até 2030 — um convite para saborear a história sob a luz dourada do deserto.
Para facilitar este fluxo crescente de visitantes, a Arábia Saudita tem alargado a sua rede de facilitação de vistos, assinando acordos com vários países europeus e outros parceiros internacionais. É um movimento estratégico que combina hospitalidade, infraestruturas e eventos, tudo temperado por uma ambição de reposicionar o país no mapa do turismo global.
Como curadora de viagens, eu digo: Andiamo — a transformação é real, e promete experiências sensoriais ricas, entre tradição e modernidade. Para quem gosta de descobrir hidden gems, explorar a textura do tempo nas paredes das cidades antigas e brindar ao entardecer no deserto, a Arábia Saudita já não é apenas um destino em gestação, é um destino a ser vivido.

