Cartabellotta (Gimbe): a disinformação científica ameaça a saúde e expõe o subfinanciamento do SSN

Cartabellotta (Gimbe) alerta: disinformação científica e subfinanciamento do SSN põem em risco a saúde pública na Itália.

Cartabellotta (Gimbe): a disinformação científica ameaça a saúde e expõe o subfinanciamento do SSN

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Cartabellotta (Gimbe): a disinformação científica ameaça a saúde e expõe o subfinanciamento do SSN

Por Giulliano Martini. Em apuração in loco no Health Journalism Forum em Nápoles, Nino Cartabellotta, presidente da Gimbe, traçou um balanço dos 30 anos da fundação e fez um alerta técnico sobre o impacto da disinformação científica na saúde pública e sobre o contínuo subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde (SSN).

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Cartabellotta afirmou que, se a informação em saúde não estiver ancorada em evidências científicas de qualidade, existe o risco concreto de deterioração do estado de saúde da população: "Se a saúde das pessoas não é informada da ciência íntegra e de qualidade, nós corremos o risco de piorar a saúde das pessoas". O diagnóstico foi apresentado com o rigor de quem trabalha no cruzamento de fontes e em estudos longitudinais sobre práticas clínicas e políticas públicas.

Segundo o presidente da Gimbe, a cultura das evidências cresceu na Itália até a pandemia: comunicação pública, profissionais de saúde e gestores passaram a valorizar mais os dados. Porém, após a crise sanitária, observou-se uma polarização severa — exemplificada por "vax, no vax, mask, no mask" — e a emergência de posições anticientíficas que ganharam espaço. "Na dilagante era do trumpismo se estão consolidando em todos os países do mundo várias posições anticientíficas", disse Cartabellotta, concluindo que a entidade passou a ter também a função de combater diretamente a desinformação científica.

Na avaliação apresentada ao público, os indicadores que informam o cidadão sobre o estado do SSN precisam ser interpretados em sua totalidade. No cerne das fragilidades está o financiamento público: "Temos um serviço de saúde amplamente subfinanciado, não apenas em relação à média europeia, mas sobretudo frente às necessidades de saúde da população e ao aumento constante de tecnologia e medicamentos".

Cartabellotta listou as consequências práticas desse déficit orçamentário: falta de pessoal, aumento das listas de espera, pronto atendimento hospitalar sobrecarregado e dificuldade em encontrar médicos de família. "O cidadão vive diariamente as consequências desse definanciamento", afirmou, relacionando dados administrativos com impactos imediatos na qualidade de vida.

Ao concluir, o presidente da Gimbe reafirmou a natureza do sistema público: uma grande obra pública destinada a proteger um direito constitucional. "Não é um aspecto técnico quando fazemos a batalha 'Salvemos o Serviço Nacional de Saúde', porque ele protege todos nós; diante da saúde e da doença devemos ser todos iguais", declarou.

Relato técnico e direto, fundamentado em fontes e observações de terreno: a mensagem central é clara — sem reforço financeiro e sem combate eficaz à disinformação científica, as políticas de saúde correm o risco de se afastar das evidências e de prejudicar a população.

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