PNRR não é chegada, mas ponto de partida para novos serviços de saúde na Lombardia, diz Alparone

Alparone (Lombardia): PNRR é ponto de partida para transformar investimentos em serviços de saúde próximos ao cidadão.

PNRR não é chegada, mas ponto de partida para novos serviços de saúde na Lombardia, diz Alparone

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PNRR não é chegada, mas ponto de partida para novos serviços de saúde na Lombardia, diz Alparone

MILÃO — Em discurso na XXIX edição do evento Salute Direzione Nord, realizado em Palazzo Lombardia, Marco Alparone, vice-presidente e assessor do Orçamento e Finanças da Região da Lombardia, definiu o PNRR como um começo e não um encerramento de políticas públicas voltadas à saúde pública. A declaração foi feita durante mesa dedicada ao tema "Salute, diritto universale".

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Alparone destacou que o maior patrimônio do país é o sistema nacional de saúde, pautado pela universalidade e pela equidade de acesso. "Quando falamos de território, falamos precisamente disso", afirmou, em fala que combinou análise técnica e orientação prática sobre o uso dos recursos do plano.

Segundo o vice-presidente, os fundos do PNRR já foram aplicados em novas estruturas físicas e tecnológicas. A prioridade agora é transformar esses investimentos em modelos organizacionais capazes de entregar serviços efetivos e próximos ao cidadão. "O PNRR não é um traguardo, mas uma partida. Temos investido em estruturas e precisamos garantir que elas se tornem parte integrante dos processos", disse Alparone, em apuração in loco.

Na avaliação do assessor regional, a operacionalização desses investimentos passa por três vetores: multiprofissionalidade, multidisciplinaridade e a adoção da inovação tecnológica e do digital como instrumentos de proximidade. Esses elementos, destacou, permitem responder ao "direito universal" à saúde assegurando que o atendimento ocorra "onde o cidadão precisa", isto é, próximo ao domicílio.

Em síntese, Alparone afirmou que o desafio atual é fazer com que os cidadãos "explorem" e utilizem as estruturas e recursos já disponibilizados, para que seus problemas de saúde encontrem resposta imediata e local. A mensagem é pragmática: investimentos em capital e tecnologia só cumprem sua função se forem integrados a rotinas organizacionais e fluxos de serviço concretos.

Como correspondente com longa vivência na Itália, destaco que a intervenção de Alparone reafirma uma tendência administrativa: a transição do investimento de infraestrutura para a gestão de processos. É um movimento que exige esforço coordenado entre gestores, profissionais de saúde e inovação digital para que a promessa de universalidade e equidade se materialize em atendimento próximo e efetivo.

Em conclusão, a fala oficial na XXIX edição de Salute Direzione Nord serve como um raio-x do momento: recursos do PNRR aplicados, infraestrutura disponível, e a etapa seguinte — inevitável e decisiva — de organização dos serviços e capacitação dos modelos de gestão para atender demandas reais do território.

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