Bex em Rimini: nova plataforma europeia une tecnologias espaciais à indústria para impulsionar a economia terrestre
Bex em Rimini (23-25/9): plataforma europeia que integra tecnologias espaciais e indústria para gerar negócios e inovação na economia terrestre.
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Bex em Rimini: nova plataforma europeia une tecnologias espaciais à indústria para impulsionar a economia terrestre
Por Stella Ferrari — A economia do espaço acelera rumo a uma nova fase de convergência industrial. De 23 a 25 de setembro, a feira de Rimini recebe o Bex - Beyond Exploration Expo, concebida como uma plataforma europeia para integrar tecnologias espaciais e aplicações industriais. O objetivo é claro: transformar capacidades orbitais em vantagem competitiva para a economia terrestre, criando oportunidades de negócio para empresas, instituições, startups e centros de pesquisa.
Os números já pintam um quadro de performance. A indústria espacial italiana gera cerca de 8 bilhões de euros em produção, com aproximadamente 2 bilhões de euros de valor acrescentado e mais de 23.000 empregos. A Itália figura como o sétimo país do mundo em número de satélites ativos de propriedade nacional e ocupa a sexta posição em lançamentos desde 2019. No plano dos investimentos públicos, a despesa civil com espaço equivale a 0,089% do PIB, acima da média da OCDE de 0,065% — sinal de um motor de política pública que começa a acelerar com mais intensidade.
A abertura do encontro terá representantes de governo e instituições nacionais e internacionais. No palco principal, durante o Bex Vision Summit, estão confirmadas presenças de líderes de empresas como Axiom Space e Leonardo Space, além dos eurodeputados Elena Donazzan e Giorgio Gori, que trarão perspectivas sobre regulação e cooperação europeia.
Do ponto de vista da diversificação industrial, o Comitê Técnico- Científico de Bex, em cooperação com o Lombardia Space Cluster, dedica espaço à manufatura avançada para o espaço. Os temas vão da certificação de componentes fabricados em solo até processos inovadores de produção em órbita, com keynote da ESA e intervenções do Ministério da Economia e Finanças, Unioncamere, EY e TUV. Empresas consagradas no setor automotivo e de alta performance — como Dallara, Sabelt, Gavuzzi Tessuti Tecnici e Cavok — participam para expor trajetórias de technology transfer que já integraram capacidades terrestres ao setor espacial.
No front dos capitais, a Space Finance Arena, promovida por Bex em parceria com o Plug and Play Tech Center, funciona como uma caixa de câmbio entre ideias e financiamento. A plataforma busca fortalecer a bancabilidade e a escalabilidade de projetos, articulando encontros entre startups, PMEs, investidores, bancos e seguradoras. Entre os nomes envolvidos estão EY (main partner), Infracorp, Cdp Venture Capital Sgr e fundos especializados como Galaxia e Primo Space. A iniciativa inclui ainda o programa Incubed da ESA e possibilita reuniões diretas com a agência no Open Innovation District.
As oportunidades para empresas fora do setor espacial também são enfatizadas — por exemplo, na sessão ESA Technology Broker, onde são apresentadas convergências entre espaço e setores como o agrifood, tema em que organismos como a ENEA já atuam, promovendo aplicações que aumentam produtividade e resiliência no campo.
Em termos estratégicos, o evento funciona como uma mesa de engenharia para políticas e negócios: calibrar parcerias, ajustar incentivos e desenhar instrumentos financeiros que tirem do papel projetos com potencial para alterar cadeias produtivas inteiras. Para gestores e investidores, o Bex representa tanto um showroom de tecnologias quanto uma pista de testes para modelos de negócio que pretendem decolar — com o devido design de políticas e a calibragem dos "freios fiscais" e dos mecanismos de crédito que permitem a aceleração.
Rimini, portanto, torna-se ponto de encontro para quem pensa o futuro da space economy como vetor de inovação industrial e impacto econômico mensurável.

