Empresas que investem em economia circular são mais sólidas, afirma Alessandra Astolfi
Astolfi (IEG): empresas que investem em economia circular são mais sólidas e melhor preparadas para desafios geopolíticos e climáticos.
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Empresas que investem em economia circular são mais sólidas, afirma Alessandra Astolfi
Por Stella Ferrari — Em um diagnóstico direto e estratégico, Alessandra Astolfi, Global Exhibition Director da divisão Green and Technology do Italian Exhibition Group, afirma que as empresas que adotaram modelos circulares demonstram hoje maior resiliência no mercado internacional. Segundo Astolfi, essa robustez não é apenas financeira: trata-se de uma capacidade de enfrentar choques externos, desde tensões geopolíticas até a dependência de fornecedores e matérias‑primas externos.
Na visão da executiva, investir em economia circular é uma forma de calibrar o motor da economia das empresas — uma espécie de engenharia de ponta aplicada à cadeia de valor que reduz vulnerabilidades e melhora a posição competitiva. "As empresas que investiram em modelos circulares são aquelas que hoje são mais sólidas a nível internacional e, portanto, mais capazes de enfrentar esses graves problemas também geopolíticos e de dependência dos outros países", explicou Astolfi.
Astolfi destacou também o aumento da presença internacional nas feiras promovidas pelo grupo: delegações de muitos países do Mediterrâneo, da América Latina e do Middle East vêm com um perfil de alto interesse comercial. Esse movimento eleva o standing do evento em termos internacionais e cria oportunidades concretas de negócios. As delegações manifestam forte intenção de compra e de fechamento de acordos com as 1.850 marcas expositoras presentes.
O recado traçado por Astolfi é enfático e positivo: é preciso continuar no caminho da sustentabilidade e dos modelos circulares. Para ela, a demanda por ações concretas vem com urgência — especialmente das gerações mais jovens e da sociedade civil — e requer uma resposta coordenada em políticas públicas, práticas empresariais e comportamentos individuais. "A coisa mais urgente e importante hoje que pedem os jovens e que pede a sociedade civil é mitigar as mudanças climáticas através de comportamentos, ações e políticas que estejam absolutamente alinhadas com essas necessidades", afirmou.
Como estrategista de mercados, interpreto esse pronunciamento como uma confirmação de que a transição sustentável é também uma estratégia de redução de risco e de fortalecimento competitivo. Em termos práticos, empresas que incorporam a economia circular conseguem reduzir exposição a preço de commodities, encurtar ciclos de fornecimento e criar valor por meio da durabilidade, reparabilidade e reutilização — uma verdadeira calibragem de processos que funciona como um sistema de freios e aceleração para enfrentar incertezas macro.
O cenário descrito por Astolfi aponta para uma agenda clara: acelerar investimentos verdes, alinhar políticas públicas à realidade das cadeias produtivas e reforçar a presença internacional das empresas brasileiras e europeias em feiras e plataformas comerciais. Em linguagem de alto desempenho, trata‑se de ajustar a transmissão do ecossistema econômico para ganhar tração em mercados externos, reduzir vulnerabilidades e entregar resultados sustentáveis e duradouros.
Em suma, a mensagem é estratégica e operacional: apostar na economia circular e na sustentabilidade não é apenas uma demanda ética, mas um investimento tático na solidez e na capacidade de competir em um mundo marcado por volatilidade e desafios geopolíticos.

