Gemmato: informar é mais eficaz do que taxar o açúcar, diz subscretário da Saúde

Gemmato defende informar e prevenir, não taxar o açúcar; protocolo com Assobibe mostrou redução sem imposto. Estratégia foca consumo consciente.

Gemmato: informar é mais eficaz do que taxar o açúcar, diz subscretário da Saúde

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Gemmato: informar é mais eficaz do que taxar o açúcar, diz subscretário da Saúde

Por Stella Ferrari — Em encontro promovido em Roma pela Assobibe, associação da Confindustria que representa os fabricantes de bebidas não alcoólicas, o subsecretário de Estado para a Saúde, Marcello Gemmato, reforçou que a estratégia mais eficaz para reduzir o consumo de açúcar passa pela informação e pela prevenção, não pela imposição fiscal.

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Gemmato relembrou que o Ministério e a Assobibe renovaram um protocolo em julho. Segundo ele, a experiência conjunta tem demonstrado que é possível promover um consumo consciente e reduzir o aporte de açúcares por meio de ações educativas, ferramentas de comunicação e monitoramento, ao invés de recorrer a uma taxação que, na prática, nem sempre entrega a redução esperada.

O subsecretário citou números preocupantes que exigem resposta calibrada: cerca de 8 milhões de cidadãos em condição de obesidade e 23 milhões acima do peso. São estatísticas que revelam fragilidades na prevenção e uma necessidade de calibragem nas políticas públicas — pensando tanto na saúde quanto no impacto socioeconômico.

Ao analisar experiências internacionais, Gemmato argumentou que, historicamente, onde foi aplicada a chamada “sugar tax”, não houve uma redução generalizada do consumo de açúcares; em alguns casos, observou-se até um aumento. Para ele, a lição é clara: os freios fiscais não substituem um projeto de mudança de hábitos, que exige diálogo com as pessoas — especialmente com os jovens — e estratégias que expliquem os efeitos negativos do consumo excessivo.

“Devemos transferir estilos de vida alimentares corretos aos italianos”, disse Gemmato, defendendo que a prevenção deve ser o eixo central da política sanitária. O subsecretário acrescentou que, por meio do acordo com a indústria, já se observaram reduções de açúcares sem recorrer à tributação.

O protocolo renovado prevê atividades coordenadas de informação ao consumidor, monitoramento contínuo dos padrões de consumo e a promoção de escolhas mais conscientes. Em termos práticos, trata-se de um design de políticas que visa alterar o comportamento por meio da educação, rotulagem clara e campanhas dirigidas, em vez de depender apenas da capacidade dissuasiva de uma taxa.

Do ponto de vista econômico, a posição de Gemmato sugere uma abordagem que busca preservar a eficiência do mercado e ao mesmo tempo atuar sobre o comportamento: uma espécie de calibragem de políticas em que a indústria, o governo e os agentes sociais atuam como correias sincronizadas para reduzir riscos à saúde pública sem criar choques desnecessários no setor.

Com a entrada em vigor prevista da socialmente debatida taxa sobre o açúcar em janeiro de 2027, o debate permanece aberto entre medidas fiscais e medidas informativas. A aposta de Gemmato é clara: prioridade à informação, ao diálogo e à prevenção — uma estratégia que, segundo ele, já mostrou resultados quando aplicada com rigor.

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