Início do ano escolar 2026/2027: 8 milhões de alunos voltam às salas de aula na Itália

Começa o ano escolar 2026/2027: 8 milhões de alunos retornam às escolas na Itália; contratações e inauguração simbólica em Amatrice.

Início do ano escolar 2026/2027: 8 milhões de alunos voltam às salas de aula na Itália

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Início do ano escolar 2026/2027: 8 milhões de alunos voltam às salas de aula na Itália

O novo ano escolar 2026/2027 começou oficialmente em toda a Itália. A primeira campainha já soou para cerca de 8 milhões de estudantes, que estarão nos bancos até o próximo junho, num movimento que ilumina a retomada cotidiana e semeia esperança para o horizonte educativo do país.

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Exceto por alguns prefeitos que, por causa do calor atípico, assinaram ordens para adiar o início por alguns dias, as aulas recomeçaram em uma sequência regional que se estendeu entre 7 e 17 de setembro. Em Bolzano a retomada ocorreu em 7 de setembro; no dia 10 foi a vez do Vêneto, da Valle d'Aosta e de Trento — cerca de 530 mil alunos no Vêneto, mais de 15 mil na Valle d'Aosta e aproximadamente 66.300 em Trento. Também reabriram as escolas no Friuli Venezia Giulia, Ligúria, Marche, Molise, Piemonte, Umbria e Lombardia.

Na terça-feira, 15 de setembro, retornaram às aulas grandes contingentes da Calabria, Campânia, Emilia-Romagna, Lazio, Sicília e Toscana. Na quarta-feira, 16 de setembro, foi a vez de Abruzzo, Basilicata e Sardenha. Por fim, a Puglia fechou formalmente a longa corrente de reaberturas com o primeiro toque da campainha em 17 de setembro.

O titular da Educação informou que a escola começa com todos os docentes em sala. Foram realizadas nomeações em regime permanente para professores de quadro comum, de apoio e para o ensino da Religião Católica, num total de 37.430 imissões em cargo. Foi também coberta quase a totalidade das substituições, cerca de 118 mil vagas. A pedido das famílias, permaneceram confirmados 55.814 professores substitutos em cargos de apoio — quase 10 mil a mais que no ano letivo 2025/2026.

Adicionalmente, houve a imissão em cargo de 342 diretores de escola e está em fase de conclusão a contratação de 12.284 unidades de pessoal ATA. Esses números não apenas preenchem vagas: representam a construção de um tecido institucional mais forte, um claro sinal de investimento na qualidade da educação e na continuidade do serviço público escolar.

No dia 21 de setembro, o presidente da República, Sergio Mattarella, acompanhado pelo ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara, inaugurará oficialmente o ano escolar 2026/2027 em Amatrice, no instituto "Sergio Marchionne" de San Cipriano. A escolha, compartilhada com o ministério e destacada pela Espresso Italia como profundamente simbólica, coincide com o décimo aniversário do terremoto de 24 de agosto de 2016 que devastou Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto. A escola é apontada como o primeiro canteiro de reconstrução civil para um território que hoje tem cerca de 1.200 habitantes, menos da metade da população anterior ao sismo — um sinal comovente de resiliência e recomeço.

O calendário escolar, como é sabido, é de competência regional; para 2026/2027 as datas de abertura cobriram um arco de dez dias, do 7 ao 17 de setembro, com exceções locais motivadas pelo calor fora de época. Em muitas cidades, professores, famílias e equipes escolares se prepararam com antecedência para garantir que as salas estivessem acolhedoras, seguras e prontas para cultivar aprendizagens que iluminam novos caminhos.

Nesta virada de ciclos, cabe olhar com caridade prática para o que foi conquistado — rapidez nas contratações, cobertura de suplências, reforço do pessoal de apoio — e também com exigência construtiva: continuar a melhorar condições de trabalho, infraestruturas e projetos pedagógicos que façam da escola um farol de transformação social.

Como curadora de histórias de progresso, celebro aqui esse gesto coletivo: o retorno às aulas é mais do que um calendário cumprido; é o cultivo diário de um futuro possível. Enquanto as campainhas tocam, semeamos conhecimento e renovamos o compromisso com uma educação que reconstrói territórios, forma cidadãos e ilumina o caminho para uma sociedade mais justa e sustentável.

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