Ornella Muti e Pasquale La Rocca dominam terceira noite de Ballando con le Stelle: Paso Doble conquista o público
Ornella Muti e Pasquale La Rocca vencem a terceira noite de Ballando con le Stelle com um Paso Doble intenso; emoções e tensões marcaram o episódio.
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Ornella Muti e Pasquale La Rocca dominam terceira noite de Ballando con le Stelle: Paso Doble conquista o público
Na terceira noite de Ballando con le Stelle, apresentada por Milly Carlucci, o velho glamour do palco televisivo encontrou a intensidade do baile: a atriz Ornella Muti e o profissional Pasquale La Rocca venceram a competição ao apresentarem um sensorial Paso Doble que foi além da coreografia, funcionando como um breve roteiro sobre presença e imagem. A vitória confirmou o voto do público e dos jurados por uma performance que soube traduzir teatralidade em precisão técnica.
Em segundo lugar veio o dançarino Andy Diaz, acompanhado por Gioia Giovanatti, que acumulou 74 pontos — beneficiados pelo chamado "tesoretto" entregue por Francesca Fialdini. A terceira posição ficou com Alberto Ravagnani e Erika Martinelli (72 pontos), num placar que realça tanto a diversidade de estilos quanto a estreita separação entre técnica e performance emotiva.
Uma menção à veterana Monica Guerritore e ao seu parceiro Luca Urso: quarto lugar com 62 pontos, reafirmando que experiência de palco pesa e dialoga com a sensibilidade dos jurados. Logo atrás, a surpresa afetiva da noite foi a apresentação de Aurora Ramazzotti com Nikita Perotti, que emocionou em um valzer e somou 46 pontos — um momento que funcionou como espelho das expectativas de uma audiência que valoriza autenticidade.
No ranking intermediário, Noemi Bocchi e Giovanni Pernice ficaram em sétimo, com 42 pontos. A própria Noemi foi protagonista de um instante intimista: durante a emissão, ela se abriu sobre a dor e o sentimento de desorientação após a separação do ex-marido — um corte dramático que ultrapassa a pista de dança e revela o programa como palco do humano em cena.
Nos lugares de menor pontuação, o ator Massimo Ghini fechou a tabela com 19 pontos, enquanto a penúltima colocação coube a Anna Safroncik e Leonardo Lini (22 pontos). A participação de Safroncik ganhou contorno de tensão quando ela manifestou desconforto e certa insofferenza em relação ao seu professor, acusando fraca motivação por parte dele — um lembrete de que a coreografia das relações também se desenrola fora do palco.
Mais do que um concurso de dança, esta terceira edição de Ballando con le Stelle foi um pequeno filme em episódios: cada número apresentou não só passos, mas identidades, memórias e narrativas pessoais. Em termos culturais, a noite reafirmou como a televisão contemporânea age como um roteiro oculto da sociedade, onde o entretenimento se dobra em espelhos e reflexos do nosso tempo.
Como observadora do cenário cultural, vejo na vitória de Ornella Muti e Pasquale La Rocca a conjugação perfeita entre mito e técnica — uma mise-en-scène que ressoa com o público europeu, sensível a ícones que atravessam gerações. O programa segue, assim, oferecendo mais que passos de dança: oferece pistas sobre quem somos e sobre o modo como contamos nossas histórias coletivas.

