Fàbregas responde a comparação com Cruijff: “Sou um treinador sem títulos, o foco é o Como”

Fàbregas rejeita comparação com Cruijff e afirma: sou um treinador sem títulos; foco é o Como e a partida perfeita contra o Frosinone.

Fàbregas responde a comparação com Cruijff: “Sou um treinador sem títulos, o foco é o Como”

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Fàbregas responde a comparação com Cruijff: “Sou um treinador sem títulos, o foco é o Como”

Por Otávio Marchesini, Espresso Italia

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Em tom contido e com a perspectiva de quem vê o futebol como projeto coletivo, Cesc Fàbregas, treinador do Como, procurou reduzir expectativas pessoais geradas por palavras do presidente Mirwan Suwarso. Questionado sobre a comparação com Johan Cruijff, o técnico catalão citou Mourinho para situar-se: “Hoje estive com o presidente e pedi para não dizer mais isso. Estou muito longe de muitos. Como dizia o Mourinho, há treinadores que ganharam títulos e outros que não ganharam nenhum. Eu estou na segunda parte. Para mim o mais importante é o Como, não sou eu.”

Há, nessa colocação, mais do que humildade retórica: existe uma defesa explícita do projeto institucional. Fàbregas sublinhou seu envolvimento “a nível humano e técnico” com um clube que vive, como tantos no mapa do futebol europeu, a tensão entre ambição e recursos. Não se trata aqui apenas de estatuto pessoal, mas da construção de um coletivo com identidade.

Sobre o momento esportivo, o técnico avaliou a preparação para o duelo com o Frosinone. “A semana correu bem. Quem não jogou na segunda-feira treinou normalmente; quem jogou teve mais recuperação e trabalho mais leve. Todos estão disponíveis. Addai certamente estará no banco amanhã, caso esteja bem: não necessariamente para jogar, mas para entrar na dinâmica do grupo.”

Fàbregas advertiu para o caráter do adversário: “O Frosinone joga com personalidade; se quisermos ganhar teremos de fazer a partida perfeita. Dou muito mérito ao que eles fazem: são onze amigos que se sacrificam um pelo outro. Esse é um grande perigo para todas as equipas. Se queremos vencer, devemos apresentar a melhor exibição da temporada.”

O técnico, que tem 39 anos e traz a marca de uma formação catalã, também comentou sobre convocações internacionais: “Esperava mais jogadores nas selecções. Estamos à espera da francesa para saber se serão 10-11 jogadores que ficarão aqui. Também nos interessa muito.” A leitura é pragmática: quanto menor a dispersão por compromissos externos, maior a coesão do trabalho quotidiano.

Por fim, Fàbregas admitiu acompanhar o grande jogo da rodada, Roma-Inter, mas sem segundas intenções: “Vou ver. Sozinho ou com a minha equipa técnica. Não porque penso que serão nossos adversários, mas porque é um grande jogo — para mim são as duas equipas mais fortes em Itália. A Roma, muito sólida defensiva e ofensivamente; e a Inter é a Inter. Vou olhar porque gosto de futebol.”

O episódio da comparação com Cruijff e a réplica citando Mourinho dizem menos sobre vaidades do treinador e mais sobre os modos diversos de construir legado: alguns o fazem por troféus, outros pela persistência num projeto que procura redefinir identidade local — e, nesse aspecto, Fàbregas deixa claro onde está seu compromisso.

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