Granit Xhaka admite uso de certificado falso de Covid e se afasta da seleção suíça

Granit Xhaka admite ter usado certificado falso de vacinação e se afasta da seleção suíça; investigação em Lucerna e risco de prisão e suspensão.

Granit Xhaka admite uso de certificado falso de Covid e se afasta da seleção suíça

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Granit Xhaka admite uso de certificado falso de Covid e se afasta da seleção suíça

Por Otávio Marchesini — Espresso Italia. O capitão da seleção suíça e meio-campista do Sunderland, Granit Xhaka (nascido em 1992), tornou pública sua confissão sobre a aquisição de um certificado falso de vacinação contra a Covid em 2022. Em comunicado oficial e em mensagem nas redes sociais, o jogador descreveu seu gesto como um erro cometido sob influência de "forte desconfiança, medos e incertezas" em relação à vacina, e pediu desculpas pelo ocorrido.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Imediatamente após a admissão, e em acordo com a Federação Suíça de Futebol, Xhaka renunciou à convocação para os próximos compromissos da Nations League. A decisão, segundo a nota conjunta, visa preservar a serenidade do coletivo e permitir que os órgãos competentes apurem os fatos sem interferência direta do atleta nas partidas programadas.

Do ponto de vista jurídico, o caso já está sendo tratado com a devida formalidade: o Ministério Público de Lucerna abriu investigação por declarações falsas em documentos e por obtenção fraudulenta de atestado falso. Na legislação suíça, esses delitos podem acarretar sanções pecuniárias e penas privativas de liberdade que, em circunstâncias agravantes, chegam a até cinco anos de prisão. Ainda que a abertura de inquérito não represente condenação, a situação expõe o jogador a um processo judicial que pode prolongar-se e afetar sua carreira e imagem pública.

No plano esportivo, as consequências também podem ser severas. Além de multas, Xhaka corre o risco de uma longa suspensão tanto em âmbito federativo quanto internacional, conforme têm decidido entidades desportivas em casos de manipulação ou falsificação de documentos. As federações costumam adotar postura rígida para preservar a integridade e a saúde coletiva, sobretudo quando envolvem normas relacionadas à pandemia.

Mais do que a pena eventual, o episódio é relevante por sua dimensão simbólica: trata-se do capitão de uma seleção europeia, figura que carrega autoridade moral e responsabilidade pública. A admissão pública revela um ponto de tensão entre escolhas individuais e expectativas institucionais — um dilema que atravessou o esporte durante a emergência sanitária e que agora se traduz em consequências concretas para quem ocupa posição de liderança.

Como analista, observo que o caso Xhaka insere-se em um panorama maior, onde a desconfiança em relação a medidas de saúde públicas encontrou ressonância em setores do esporte. O episódio coloca em xeque não apenas a conduta de um atleta, mas também os mecanismos de controle e prevenção adotados por clubes, federações e autoridades. A resposta institucional, judicial e disciplinar que se seguirá definirá precedentes e limites para comportamentos semelhantes.

Enquanto aguarda-se o desenrolar das investigações e eventuais medidas disciplinares, o nome de Granit Xhaka permanece sob intensa escrutínio: um capitão afastado das convocações, um profissional com carreira consolidada no futebol europeu, e agora um réu em potencial num processo que mistura ética, lei e percepção pública. A sua declaração de arrependimento é o começo de um capítulo que promete desdobramentos em múltiplas frentes — legais, desportivas e simbólicas.

Assinado, Otávio Marchesini — repórter e analista esportivo da Espresso Italia.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘