Musetti derruba Hurkacz em Paris e terá Zverev, novo nº 1 da ATP, no 2º turno
Musetti vence Hurkacz em Paris e enfrenta Alexander Zverev, novo nº 1 ATP, no segundo turno do Rolex Paris Masters.
RESUMO ✦
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Musetti derruba Hurkacz em Paris e terá Zverev, novo nº 1 da ATP, no 2º turno
Lorenzo Musetti manteve a sequência positiva iniciada em Lyon e confirmou presença no segundo turno do Rolex Paris Masters, ao derrotar o polonês Hubert Hurkacz por 7-6 (7-3), 7-6 (12-10). Foi uma vitória de precisão e nervo, em que o italiano voltou a mostrar as qualidades de toque e paciência que o colocaram como uma das promessas mais sólidas do tênis europeu.
O triunfo valeu a Musetti como a sua primeira vitória no torneio de Paris desde 2022 e representou o quarto sucesso consecutivo contra jogadores do Top 30. A importância do resultado vai além do placar: no segundo turno o carrarino encontrará o alemão Alexander Zverev, que fará sua estreia oficial como número 1 ATP — posição conquistada ao desbancar Jannik Sinner. Para Musetti será um teste de elevado nível técnico e simbólico, enfrentar o novo líder do circuito num palco que mistura prestígio e pressão.
Do ponto de vista estatístico, trata-se de um capítulo significativo na trajetória do italiano: este confronto contra Zverev será o quinto duelo de 2026 para Musetti diante de um atleta do Top 10, mantendo um saldo positivo de 3-1 até agora no ano; na carreira, será o 53º embate contra o top-10, com retrospecto de 17 vitórias e 35 derrotas. Esses números contextualizam o percurso — um jogador em construção que, ao mesmo tempo, já coleciona experiências contra a elite.
O duelo com Hurkacz teve as marcas de partidas equilibradas: dois sets decididos em tie-break e pontos de alta tensão que Musetti soube administrar. Em quadra rápida, onde o saque do polonês costuma fazer diferença, a habilidade do italiano de variar ritmo e improvisar soluções no forehand e no backhand foi determinante. Mais do que um resultado isolado, a vitória evidencia uma maturidade tática que tem se desenvolvido nas últimas semanas.
Para além do relato técnico, é preciso ler o episódio em perspectiva. O encontro entre um jovem italiano e o novo nº 1 do mundo tem um significado maior no mapa do tênis europeu contemporâneo: fala da pluralidade de centros de formação, da emergência de talentos italianos que agora disputam com regularidade espaços de destaque, e da volatilidade do circuito — onde posições de prestígio mudam rapidamente e geram novos confrontos simbólicos.
Em termos de calendário, afrontar Alexander Zverev representa para Musetti uma oportunidade não apenas de avançar em Paris, mas de medir o próprio desenvolvimento contra um jogador que reúne experiência, físico e regularidade. Será uma partida com componentes técnicos e também narrativos: um italiano em ascensão contra o alemão que acaba de alcançar o topo.
Na Espresso Italia, observamos com atenção essas partidas que funcionam como instantes definidores de trajetórias. Musetti chega confiante, com um momento positivo e com a responsabilidade de traduzir talento em resultados consistentes diante dos maiores expoentes do circuito. O segundo turno em Paris promete, portanto, mais do que um jogo — um pequeno episódio na história recente do tênis europeu.

