Salvini em Pontida: “A Lega só vence se forte e unida do Norte ao Sul”

Salvini em Pontida diz que a Lega vence só se forte e unida do Norte ao Sul; homenagens a Bossi e Maroni e chamada à paciência pelos jovens.

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Salvini em Pontida: “A Lega só vence se forte e unida do Norte ao Sul”

Por Giuseppe Borgo — Do palco de Pontida, durante o encontro dos jovens do partido, Matteo Salvini traçou o roteiro político que quer ver executado por uma Lega renovada. Em tom direto e com a imprensa atenta, o secretário destacou que “a Lega vence só se forte e unida, unida e livre do Norte ao Sul”. A afirmação foi recebida com aplausos e cantos da plateia.

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Salvini sublinhou a ideia de que mudar a história exige “coragem, visão, determinação e paciência”, e advertiu os jovens a não se deixarem levar pelo imediatismo: “Não se deve nunca largar – nem no bem, nem no mal –, não se deve subir à cabeça quando o vento sopra a favor, nem desanimar quando é preciso arregaçar as mangas”. O coro ao fundo entoou “C’è solo un capitano”, reforçando o clima de mobilização.

Na véspera da grande reunião com as lideranças do partido, o líder descreveu a edição deste ano de Pontida como “uma festa do povo, não dos banqueiros”. Segundo ele, será uma Pontida com “menos banqueiros e mais operários, estudantes e agricultores”, e prometeu ver dezenas de tratores e automóveis — imagens que, ironizou, alguns “imbecis de Bruxelas” gostariam de ver retiradas das estradas.

Dirigindo-se aos militantes mais jovens, Salvini os incentivou: “Digam a vocês mesmos que são o movimento juvenil político mais forte da Itália, mais livre, mais corajoso, mais independente — vocês são a Lega do futuro”. Ainda assim, pediu cautela e paciência: “Quem tem vinte anos quer a revolução; algumas conquistas, como a autonomia e o federalismo fiscal, levam décadas para se concretizar — no nosso caso, 36 anos.”

O secretário fez também uma referência histórica e pessoal: lembrou de Umberto Bossi — homenageado no dia do seu aniversário — e de Roberto Maroni, ressaltando que muito do que a Itália vive hoje em termos de esperança política passa por quem deu voz a um povo. “Se eu estou aqui, se a Itália tem esperança de combater e vencer, é porque, anos atrás, um visionário corajoso devolveu voz e dignidade a muita gente”, disse, em homenagem ao Senatur.

Salvini concluiu destacando que a força da Lega não reside em símbolos ou dirigentes, mas no “povo de Pontida”. Antes de se retirar do palco, saudou com palavras de ordem: “Viva la Lega, viva la libertà, viva la nostra Italia”, e ouviu-se ainda o coro pela “Secessione” em determinado momento — um sinal do tom contundente que permeou o ato.

Como repórter atento às estruturas que ligam decisões de Roma à vida cotidiana, observo que as falas de hoje tentam reforçar a narrativa de uma “construção de direitos” e de proximidade com as bases sociais do partido: operários, agricultores e estudantes que, segundo o líder, formam o alicerce da movimentação que quer atravessar o país, do Norte ao Sul.

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